Vamos confessar, desde o princípio que começo a escrever o presente artigo, dominado por alguma preocupação, e reconheço que sou o último dos capazes para abordar qualquer tema relacionado a religião.

Contudo, assisti há algum tempo a interessante programa na TV Educativa (que não consigo entender porque não se chama TV Cultura!), no qual foi entrevistada a bela e elegante Adriane Omaire, que, além desses dotes, revelou-se igualmente de extremo culta.

E tomei conhecimento de que há mais de cem anos (sim um século!) os muçulmanos habitam Curitiba e que no modus vivendi muçulmano o homem pode até quatro esposas, desde que a segunda não prejudique o primeiro casamento. Condição sine qua non: harmonia!

E, curioso, um amplo estudo sobre essa questão, concluiu que, em cada dez mil casamentos, em somente um deles ocorre o segundo.

De acordo com informação do “sheik” Mohamed Kalil, o livro sagrado dos muçulmanos é denominado o Corão. As vezes, entre nós, alguém diz o Alcorão, o que significa um erro. O Al tem significado de o. A propósito, a letra o que é representada pelo desenho de um olho (ain em fenício) é o mais antigo ancestral do nosso alfabeto. Na antiga Grécia havia duas versões para a letra “o”: o omícron, para a pronúncia do “o” de som breve, e o ômega, para o som de “o” longo.

Vez por outra, esse emaranhado pode parecer mais complicado do que é, mas não custa meditar um pouco e pensar mais, pois é meditando e pensando que vamos alongar as nossas vidas.

P.S. – “Além da terra, além do infinito, procurei em vão o céu e o inferno. Mas apareceu uma voz e me socorreu: O céu e o inferno estão em ti mesmo.” (Omar Khayan, poeta persa falecido em 1991).

P.S.2 – Quem não compreende um olhar, tampouco há de compreender uma longa explicação! (Ditado árabe.)


Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 2/janeiro/2007