A cada dia que passa mais me convenço de que perdi, mas votei bem. Vamos esclarecer: perdi porque não votei no sr. Luiz Inácio, mas acredito que votei bem porque o governo que aí está não é o que eu esperava para o nosso povo. E guardo no fundo a convicção de que com Geraldo Alckmin na chefia da nação hoje estaríamos vivendo melhor, com mais segurança, com mais confiança na economia e até com melhor representação externa.

Os que têm boa memória devem estar lembrados do primeiro projeto da plataforma de Alckmin: “A redução dos gastos públicos; um corte de gastos forte o suficiente para propiciar uma redução da carga tributária, abrindo espaço para a queda mais acentuada de juros. Combinando-se com isso a criação de melhores condições para o investimento privado em infra-estrutura, estará aberto o caminho para a aceleração do crescimento econômico”.

em diferente é a diretriz do nosso Luiz Inácio, para quem não há necessidade de corte algum e, quando a assessoria lhe mostra alguma necessidade até emergencial, responde que não há onde cortar. E a prática comprovou a aplicação do princípio. De 2004 para 2005 as despesas governamentais (do Planalto) aumentaram em 16% e em 2006 só até o mês de agosto, já haviam subido 14%. Quando falamos nesses percentuais não sentimos o impacto que isso representa, mas estamos diante de percentuais sobre o nosso Produto Interno Bruto, que anda por volta de R$ 2 trilhões. Para ter melhor desenho do que isso significa, escreva dois trilhões numericamente e veja de quantos zeros vai precisar.

O presidente Lula (ou sua assessoria econômica) acredita que o País pode crescer mesmo com carga tributária elevada e dívida alta, enquanto Alckmin tinha propostas de cortar gastos. Votei em Alckmin e perdi. Mas estou a cada instante mais convencido de quem mais perdeu foi o Brasil.

P.S. – Há quem diga que Lula administra confiando que Deus é brasileiro; pode ser, mas não é sem juízo…

P.S. – Ou será que Lula pensa que apenas passou a dirigir um sindicato de tamanho nacional?

Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 9/janeiro/2007