Acredito que minha vocação sempre foi para a escrita, que começou já na infância quando meus pais reclamavam que eu gastava muito dinheiro comprando… gibi, Globo juvenil, Lobinho e outras revistas de histórias em quadrinhos.
E sempre me senti satisfeito com minhas limitações; em outras palavras, nunca agasalhei o pecado da inveja… que agora esbarrou em mim. Escrevi vários livros, felizmente nenhum rejeitado pelo amável público leitor, no entanto acabei constatando que jamais imaginei escrever uma obra de ficção, ou mesmo um “miscere” (misto, do latim), ou seja, uma combinação de ficção com realidade, o mais recente “mapa da mina” que está fazendo a conta de alguns escrivinhadores subir nos créditos bancários.
O Código da Vinci me surpreendeu ao se transformar num “best seler”. Eu não consegui ler mais de 40 páginas, certamente por culpa minha, pois seria estultice julgar que a maioria estaria equivocada. A exemplo daquele pai orgulhoso que dizia para seu amigo: “Veja que lindo o meu filho. É o único com o passo certo!”
O Código da Vinci parece ter sido o primeiro, em circuito universal, a questionar os pilares em que se alicerça a fé cristã, merecendo algumas críticas que o classificavam de absurda invenção.
Agora, chega ao Brasil O sepulcro esquecido de Jesus, filmado pelos cineastas James Cameron (autor de Titanic) e Simcha Jacobovici, abordando seqüência que envolve uma tumba de dois mil anos encontrada em Talpiot. Onde fica? Talpiot fica na misteriosa e simpática Jerusalém. Os adjetivos são por minha conta, pois foi para mim uma viagem inesquecível conhecer Israel e alguns lugares que a Bíblia imortalizou.
P.S. – A editora da gloriosa Universidade Federal do Paraná está convidando para o lançamento dos seus novos livros: Ações e relações do poder: a construção da reportagem política no telejornalismo paranaense, do meu ex-colega e especial amigo João Somma Neto; Estética e crítica, de Roberto Figurelli; Olhares e questões sobre a saúde, a doença e a morte, um estudo profundo organizado por José Miguel Rasia e Rúbia Formighieri Giordani; Técnicas de estudo do sistema nervoso central, de Murilo S. Meneses; Conversa sobre financiamento da educação no Brasil, org. por Andréa Barbosa Gouveia, Ângelo Ricardo de Souza e Taís Moura Tavares; O fantástico, de Remo Ceserani (tradução de Nilton Cezar Tridapali); A ópera do mendigo, de John Gay (tradução de Posfácio de Caetano Waldrigues Galindo) e Três sagas islandes, anônimo do século 13, com tradução, Posfácio e notas de Théo de Borba Moosburger.
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 6/abril/2007
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