A Suprema Corte de Justiça dos EUA tomou uma decisão favorável à fábrica de cigarros Philip Morris que havia sido condenada pelo júri de Oregon a pagar uma indenização de US$ 79,5 milhões à viúva de Jesse Williams, um viciado em fumar cigarros Marlboro, marca de primeira linha da Philip Morris, que faleceu vítima de câncer de pulmão.
Os jurados de Oregon considerado que as campanhas publicitárias da Philip Morris assegurando que o consumo do tabaco não era prejudicial à saúde seriam responsáveis pelo câncer de pulmão que matou Jesse Williams.
De acordo com as normas da justiça americana, o júri havia determinado dois tipos de indenização a serem pagos à viúva do fumante: US$ 520 mil como reparação por danos e (imaginem!) US$ 79,5 milhões como uma pena pela fraude do fabricante de cigarros.
A sentença da Suprema Corte é o retrato de quanto se discutiu e quão árduo foi o debate: cinco votos contra quatro. Quantos deles fumantes?
Esta é uma briga que vem de longe e sem data para terminar.
O governo da Inglaterra já anunciou que vai proibir o fumo em todas as embarcações que navegarem por suas águas territoriais. Missão complicada!
Mais que isso, um perigoso precedente. E se todos os países decidirem adotar idêntica atitude?
Já na outra parte do filme, o laboratório francês Librophyt S.A. vem estudando a obtenção de uma molécula (a partir de plantas de tabaco geneticamente modificadas) para utilizar na luta contra o câncer, segundo informação do jornal Le Monde. Afirma-se que o tabaco transgênico produz uma molécula semelhante às atualmente utilizadas no combate aos tumores do câncer de mama.
P.S. – Para quem não fuma, como é o meu caso, tudo isso é de pouca importância, mas o fato me traz à lembrança um amigo meu que, mais que dez anos após abandonar o cigarro, dizia que costumava sonhar com gostosas tragadas…
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 2/março/2007
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