Estou certo de que milhares (ou milhões) de pessoas já o leram por esse mundo afora, mas só agora acabei de fazê-lo. Trata-se de Dalai Lama, escrito por Marleine Cohen para a Editora Globo. É de leitura fácil, tamanho pequeno (apenas 110 páginas) e, o que tem sido raro em livros atuais, com bons ensinamentos.

Tomo a liberdade, por julgar de interesse, de relatar um pequeno trecho e, assim, saciar um pouco da curiosidade do leitor.

Na antiga Cidade Proibida, acomodações administrativas e típicas lojas chinesas ocupam o lugar do santuário a céu aberto, que no passado contemplava os picos nevados do Himalaia. Diante do Potala, que espelhava o fervor espiritual dos tibetanos nas águas quietas de um belíssimo lago, abre-se hoje uma via expressa que reproduz fielmente a Praça de Tiananmen (a Praça da Paz Celestial) no centro de Pequim, suas luminárias gigantescas e engarrafamentos de carros. A Cidade Proibida se transformou num gigantesco entreposto comercial. Diante desse espetáculo, muitos lamas abandonaram sua terra natal antes que os chineses fechassem as fronteiras, calculando-se que 85 mil tibetanos tenham desaparecido sem deixar vestígios, perdendo-se nos tortuosos caminhos que serpenteiam as montanhas. Pior, 1,2 milhão de pessoas foram mortas ou confinadas em campos de concentração no nordeste do país. O Dalai Lama se instalou na Índia, na região de Dharamsala, outros na França, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos.

Em obediência à palavra de Buda, esses que são chamados de mestres ou gurus têm procurado semear os ensinamentos recebidos pelos primeiros 60 discípulos tidos como iluminados.

Proclamando um lema: “Vão para o mundo os monges. Para o bem e para a felicidade de muitos, por compaixão do mundo”.

P.S. – Simples e belas lições, das quais, não raramente, nós deixamos de lembrar…

Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 16/fevereiro/2007