Vez por outra um paciente leitor me escreve para dar sugestões ou até para discordar de minhas opiniões. Leio todas e muitas até me servem de tema ou motivam algumas linhas diferenciadas.
Na verdade, nada mais confortador a um jornalista do que saber que alguém se preocupou com o seu trabalho, mesmo que venha a ser para criticá-lo. As criticas nos auxiliam mais do que os elogios.
Estou a divagar por este curso porque recebi curiosa mensagem que veio com o significativo título: “Lula morreu e foi para o céu”.
Antes de revelá-la ocorre-me uma indagação: Será? Longe de mim julgar o presidente Luiz Inácio e concluir que ele não mereça o céu. Mas, se nos dedicarmos a uma reflexão, chegaríamos a quantos presidentes da República, ou políticos de destaque que fariam por merecer um fim celestial?
Como quer que seja, a mensagem me diz que chegando ao céu, após uma apresentação e entrevista com São Pedro, Luiz Inácio foi encaminhado para um período de quinze dias onde poderia aprimorar a sua cultura.
Passados dois dias, São Pedro, sem notícias e preocupado com o que estaria acontecendo, decidiu se encaminhar até a ala dos filósofos e passou a olhar pela fresta de uma janela.
E, para sua surpresa, Confúcio estava conversando com Lula.
O renomado filósofo, já um pouco irritado, falava para o nosso presidente:
– Quantas vezes vou ter que repetir senhor Luiz Inácio:
– Epístola não é a mulher do apóstolo.
– Encíclica não é bicicleta de uma roda só.
– Anus Sanctus não tem nada a ver com o rabo do papa.
– Quem tem parte com o diabo não é diabético.
– Quem trabalha na Nasa não é nazista.
– Jesus Cristo morreu na Galiléia e não de diarréia.
– Eucaristia não é aumento do custo de vida.
– E, finalmente meu nome é Confúcio. Pafúncio é a vovozinha…
P.S. Muito grato ao Portal BrTE Webmail.
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 4/março/2007
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