Para um justo descanso, que ninguém é de ferro, estive mais uma vez em Buenos Aires e fiz uma estranha descoberta: acabam de roubar a nossa velha caipirinha. De repente, não mais que de repente, abro uma revista e encontro um anúncio de página inteira dizendo o quê?
Dizendo simplesmente o seguinte: “Smirnoff – Caipiroska. El mejor vodka trago la mejor caipiroska”. E lá se foi a danada da cachaça…
Não tenho certeza, mas guardo a impressão de que a vodka é uma bebida de trânsito internacional bem mais amplo do que a nossa “branquinha”.
E como ninguém desconhece, todo turista que visita o Brasil e experimenta uma caipirinha logo sente um novo sabor e proclama… “E eu que passei tanto tempo pagando tão caro para beber uísque!”
Na verdade, ao folhear uma revista em Buenos Aires, deparei-me com um belo anúncio de página inteira proclamando: “Smirnoff – Caipiroska. El mejor vodka trajo la mejor caipiroska. Com un vaso y hielo está lista para disfrutar. Beber com moderación. Prohibida su venta a menores de 18 años”.
Precisamente. Caipirinha feita não com a nossa cachaça, mas com vodka.
Como eu não bebo nem uma e nem outra, não saberia distinguir ou classificar a melhor combinação. Mas, certamente, pode-se afirmar que a cachaça é comercializada por um preço mais vantajoso, não sei se a ponto de compensar uma eventual diferença de qualidade ou de sabor.
Como quer que seja, a criatividade brasileira já começou a exportar “know how” em destilados para distâncias bem longinquas.
P.S. – Mas cuidado, se beber uma ou outra, um pouco além do recomendável, não dirija!
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 28/fevereiro/2007
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