Pode parecer estranho mas há uma idéia que nasceu em minha memória já na juventude e que volta a me preocupar. Quando ainda estudante, na minha natal Campo Largo, enquanto meus amigos e parentes batiam bola eu, virando páginas de livros ficava a imaginar: Todo dia nascem mais pessoas, é verdade que alguns morrem, mas o crescimento é visivelmente maior… até que limite?

A pergunta era simples mas embaraçosa e preocupante: Haverá no futuro escola para todos, hospitais e emprego para todos. E o fundamental, pão e água para todos?

Felizmente a vida me deu saúde para testemunhar a aproximação do problema.

Eis que o diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) acaba de nos avisar que a crise mundial possa ter um impacto terrível sobre o número de pessoas que atualmente passam fome em determinados pontos da terra.

Ao apresentar, no recente oito de outubro, o seu relatório, Jacques Diouf alertou que haverá necessidade de um investimento de nada menos de 30 (trinta) bilhões de dólares (?!) para ser possível alimentar a população mundial ao final da próxima década.

No ano de 2007 e parte de 2008 os preços dos alimentos estavam 64% acima dos níveis de 2002.

Sabemos que é possível injetar bilhões de dólares nas economias. Ocorre que esse medicamento tem um preço e o seu nome é inflação.

Além do que se, de outra parte, sobrevier uma recessão será a classe mais pobre que, novamente, acabará sofrendo, perdendo emprego e tendo menos recursos para a aquisição de alimentos e outras necessidades básicas.

Agora recorram à memória e imaginem se mesmo os menos favorecidos estão preocupados com essa questão, se estão planejando a vida futura, limitando os filhos ao número ao qual possam dar boa alimentação, estudos e meios para assegurar um futuro tranqüilo. Desde há tempos tenho me preocupado com a questão do limite de filhos na proporção do seu melhor atendimento possível.

P.S. – Calma gente. Agora já existe televisão e até colorida, para a gente se distrair à noite…