Não resisto; continuo distorcendo tudo, inclusive os escritos de colegas mais ilustres. Com efeito, acabo de ler o livro de Dante Mendonça com o significativo título de “Curitiba: Melhores Defeitos, Piores Qualidades”. Só a inteligência do título já justifica o preço do exemplar. São quase 300 páginas daquele tipo de leitura que você começa e não quer parar e, sem perceber lamenta ter chegado ao final. E isso só acontece com livros que nos agradam.
Para dar leve ideia saiba que Dante fala da Oktoberfest que não temos, da Entrevista com o Vampiro, da Cidade Maravilhosa (!?), da Curitiba Fria, da Potylândia, das Sete Maravilhas de Curitiba (Por que não?), Colosso de Rodes, Moça do Tempo, Horário de Verão, Sol Curitibano, Homem-Satélite, Buraco da Velha, Como dói viver em Curitiba, Estalactite e estalagmite, Diáspora da folia, Curitiba é um copo vazio, Polaca Pixaim, Evoé Mazza, Os ligeirinhos, O gato do bar Caiobá, Salve Flash Gordon, Zenaide cadê você?, Curitiba é o limbo, O mato dos enforcados, Barão da merda, Capitão da festa, Na cama com Dercy, A dama, o Fusca e o Drácula, A gênese dos guruatos e, entre outros, As abobrinhas.
Abobrinhas é modo dantesco (de Dante Mendonça, não de Alighieri) da sua linguagem simples mas correta.
Um livro de qualidade para retratar algo de Curitiba para quem não a conhece, mas com sabor finíssimo para nós que pensamos conhecê-la por inteiro. Não sei se só ocorre comigo, mas quanto mais ando por essa cidade mais me convenço que a conheço pouco e quanto mais leio sobre ela mais confirmo essa impressão.
Creio que é fenômeno natural. Quanto ficamos longo tempo sem visitar algum lugar, assim que o revemos ficamos admirados com as mudanças. Mas em nossa vila elas se verificam ao nosso lado e só vez por outra, talvez com a curiosidade de jornalista é que nos familiarizamos.
Valoriza-se assim o trabalho de Dante. Detalhe: Já tive a intenção de escrever sobre nossa Cidade Sorriso. Agora posso esquecer. Dante cumpriu esse dever, com elevada competência. A ele, em nome da nossa gente curitibana, bravo e muito obrigado.
P.S. – Parabéns Dante. Só quem já escreveu livro sabe quanto custa e o quanto se sofre… E quantos não reclamam ou de uma colocação do pronome ou, pior, do preço.
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