Hoje vamos favorecer os leitores em detrimento de uma editora, ainda que acusem jornalista de, vez por outra, ser “amigo da onça”. Favorecer o leitor como? Indicando alguns dos mil lugares que a escritora Patrícia Schultz selecionou como aqueles que a gente deve conhecer antes de morrer… até porque depois seria impossível. Ou não?

A eleição é pessoal, muitos dos lugares visitados, outros não, portanto sujeita a preferências divergentes. Vale, notadamente, como informação.

Principiemos com o Castelo de Windsor, a mais procurada atração histórica britânica, seu mais antigo castelo e considerado o maior habitado do globo, com mil aposentos. Vítima de incêndio, em 1992, que destruiu 100 cômodos, foi restaurado durante cinco anos ao custo de US$ 53 milhões, já que empregou um exército de artesãos para que usassem a mesma técnica dos contratados por Guilherme, o Conquistador, 900 anos antes.

Em 1916, o rei Jorge V assumiu o nome do local para dissociar a família real da origem germânica.

Uma atração é a troca da guarda que quando a rainha está no castelo é executada com maior pompa; outra é a casa de bonecas da rainha Mary, presente em miniatura do arquiteto sir Edwin Lutyens e a Capela St. George, jóia arquitetônica do século XVI que divide com a Abadia de Westminster a honra de servir de panteão aos monarcas ingleses. No centro, numa sepultura simples, está a câmara mortuária de Henrique VIII e da sua terceira mulher, Jane Seymor. E as primeiras? Tudo isso a 34 quilômetros a oeste de Londres.

A 80 quilômetros ao sul de Londres, já no litoral, fica Brighton, que se intitula Londres-à-beira-mar, cuja atração é o Royal Pavilion, construído no século XVIII pelo então princípe e depois rei Jorge IV, que fez do local o mais célebre “resort” inglês e um dos primeiros da Europa, senão do mundo. Tem fantasiosa estrutura com minaretes e domos em forma de… cebola, dizem que combinando com o interior que é dotado da decoração considerada a mais extraordinária da Europa. Hoje Brighton está na moda com seus cafés, galerias e lojas de antiguidades das mais procuradas em apertadas ruelas onde se degustam ostras ultrafrescas (ah!) colhidas no Canal da Mancha. Melhor época para visitar? Maio, no maior festival de artes da Inglaterra. Informações? Telefone: (44) 1273-292-822. E boa viagem, com certeza.

Publicada no jornal “O Estado do Paraná”, 4/maio/2007