Não sou ouvinte nem telespectador assíduo, meu namoro mais interessado é com os livros. É com a leitura que viajo por nações que já visitei e outras que talvez melhor conheça apenas lendo.
Mas, como a maioria dos seres humanos deste Brasil brasileiro, não dispenso a televisão, notadamente para acompanhar os noticiários. E, guardo comigo, creio, um hábito estranho: o de me preocupar com os descuidos ou desrespeito com a nossa linguagem. Bem sabemos que nosso português não é apenas nosso, é idioma complexo. Não sei como anda o nosso método de ensino atualmente, mas lembro como nós alunos sofríamos para assimilar a nossa gramática: do grego grammatiké, arte da gramática, do latim grammatica, estudo dos fatos da linguagem falada e escrita e das leis que a regulam ou o livro onde estudamos as regras para escrever corretamente.
Se nos ativermos a esta razão seria injusto criticar as falhas que, de quando em quando nos deparamos nos veículos de comunicação social. Aliás, não tenho conhecimento de alguma emissora de rádio ou televisão que submete a testes efetivos aqueles que são admitidos para informar a sociedade. Lógico que todos passam inicialmente pelas escolas e até universidades. Infelizmente, em nossa pátria amada isso não significa nenhuma garantia.
Recordo, a propósito, de que quando nosso Ministério da Educação introduziu a redação no exame vestibular das universidades que não havia (sei não como está atualmente) e fui convidado para o grupo incumbido de corrigir as provas. Lamento, até choro de raiva, por ter perdido, porquanto eu e, se a memória não me falha, o ex-reitor Carlos Alberto Faraco anotamos uma coleção de “pérolas” inimagináveis. Fiz ampla busca, antes deste escrito, sem sucesso. Aliás, minha esposa tem insistido para que contrate uma bibliotecária, mas, não sei se por presunção ou outro defeito, tenho recusado. E não raro, sofro por isso.
Contudo, a ideia deste artigo surgiu em virtude de erros que ferem meus ouvidos e, por certo, do grande público, que merece ser informado corretamente, ao menos por duas razões, primeira para que a emissora não perca audiência pensando estar escutando frases construídas por néscios ou mentecaptos, até porque eles são mínimos na área. Mas num país que se diz adiantado e quer ganhar posição no primeiro mundo isso não pode ocorrer.
Lógico, é preciso ler, talvez muito. Que tal começar com “Os Sertões” do nosso Euclides da Cunha, nascido no Rio de Janeiro em 1866 onde faleceu em 1909 e que, aliás, merece outra história.
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