Quando era jovem estudante na minha saudosa Campo Largo, aprendi que alguns pecados que cometemos são capitais. Alguém lembra? Orgulho, luxúria, avareza, gula, ira, inveja e preguiça. Escrevi sete? Então correto. Alguns deles podem ser definidos. Recordemos: Pecado que pode ser da juventude por sua inexperiência; pecado mortal, violação da lei de Deus (essa é para mim praia complexa pois me considero ateu, ou como prefere minha querida Rose Marie, ateu graças a Deus).
Eu devo ser estranho, complicado ou algo parecido, porquanto sou daqueles que acredita que não foi Deus quem criou o homem, mas, contrariamente, o homem criou Deus para sua própria defesa. Quantas vezes não ouvimos: Graças a Deus ou por vontade de Deus. Será?
Ou precisaremos sempre de alguém quer para agradecer ou para ter alguém como culpado pelo que fazemos de bem ou mal? Não me coloco ao lado de Karl Marx nesse particular, quando ele declara que religião é o ópio do povo. Respeito a fé e, na realidade, admiro a Igreja como templo de meditação e consolo. Mas não olvido que ela também pecou e não foi pouco. Falo em igreja de modo geral porquanto estou escrevendo sobre uma questão que sei complexa e da qual pouco tenho conhecimento, até porque nunca estudei aramaico. Contudo, renovo o meu respeito a todas as religiões, a não ser aquelas que fazem do altar um banco de exagerados lucros, explorando a fé existente, às vezes como última esperança no sofrido coração humano.
Já frequentei missas e cultos. Mas, talvez seja presunção, contudo não consigo me admitir como inteligência inferior a dos padres. Não olvido que houve época em que eles detinham a cultura, nas Igrejas, nos Templos, Mosteiros e outros pontos que tinham reserva da leitura e da inteligência.
Tempos findos felizmente.
Mas não me excomunguem, pois também tenho um ídolo na religião. Realmente tenho vários aqui e no Exterior. Enfadonho seria enumerá-los, mas para não ficar em branco cito um patrício: o baiano Rui Barbosa. Lindo não? Basta dizer Rui e todos sabem de quem falamos.
Nosso orgulho, nosso exemplo e meu ídolo.
P.S. 1 – Um dos títulos de que mais me envaideço em minha carreira foi quando em reunião nacional, os Tribunais de Contas do Brasil, me elegeram presidente do Instituto Rui Barbosa e da recepção que tive mais tarde na Fundação Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Obrigado novamente Dra. Rejane Magalhães.
P.S. 2 – Quase olvidava. Meu ídolo na religião é São Jerônimo. Guardam lembrança desse santo? Foi ele quem passou a bíblia do grego clássico para o popular permitindo o acesso amplo. E foi ele também quem me ensinou uma lição que me acompanha há tempo e que agora divido com os leitores: Vivei como se a cada dia tivésseis de morrer; estudai como se eternamente tivésseis de viver…
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