Las Vegas viveu um dia agitado. Aliás, mais de um, já que as filas começaram quatro dias antes do evento. Que evento? A primeira demonstração da mais avançada tecnologia de alta definição, a Ultra High Definition Television, já conhecida como UHDTV. Gerada pelos pesquisadores da NHK, como é chamada a corporação estatal de televisão do Japão, essa UHDTV foi apenas uma das inúmeras inovações de impacto exibidas na feira e congresso patrocinados pela Associação Norte-Americana dos Radiodifusores (em inglês NAB – National Association of Broadcasting).

Imagine uma tela de televisão com onze metros de diagonal projetando imagens dezesseis vezes mais nítidas do que as que estamos habituados a assistir. É essa televisão que já está à disposição do público com esse cognome: UHDTV.

E, afinal o que é isso? Trata-se da única formada por 32 milhões de pixels, para permitir imagens de alta qualidade em telas gigantes. Todos que conseguiram lugar na sala de projeções de Las Vegas disseram sentir sensação jamais experimentada diante de outras formas de comunicação eletrônica.

Falando à imprensa, após o espetáculo, o diretor da NHK, Hirokazu Nishiyama, declarou que a intenção do projeto é “criar no espectador a sensação de estar lá, imerso na própria cena”. E criou um vocábulo para definir a UHDTV: telesense!

Para nós, leigos, a explicação é a seguinte: A nossa televisão hoje tem 1.080 x 1.920 pixels, ou seja, dois milhões de pixels. Serão, pois, dezesseis vezes mais pixels ou informação visual nas imagens. E com som multicanal (24 canais), mais realista e envolvente já produzido pela tecnologia de áudio. O chamado “surround”, melhor até agora, tem seis canais.

Estão anunciando que um concerto sinfônico ou um “show” musical ganha um inusitado realismo, e numa transmissão de futebol, faz o torcedor se sentir em campo. “É isso que chamo de telesense”, proclama Nishiyama.

P.S. – Estou achando que é muita areia para o nosso caminhãozinho. Vamos esperar para ver… e crer!

Publicada no jornal “O Estado do Paraná”, 27/maio/2007