Pode até parecer curioso, mas desde a minha distante juventude eu já me preocupava com a explosão demográfica. Cada matrimônio significa multiplicação de pessoas e os nascimentos triplicam de tempo em tempo, até que ponto? Essa interrogação me deixava mais do que curioso, quase assustado.

Será que teremos condições e capacidade de abrigar tanta gente, garantir saúde, trabalho, enfim, boa qualidade de vida?

A resposta tardou mas acaba de chegar e nada tem de agradável. Bem ao contrário, é desalentadora. Altamente desalentadora, quando tomamos conhecimento de que estamos chegando ao alarmante número de quase 1 bilhão de pessoas sofrendo fome, sim sofrendo fome no mundo. Um mundo repleto de potencialidades, de terras férteis, a não ser em determinadas áreas que podem e devem ser supridas até com facilidade.

E onde foi se esconder a tão proclamada solidariedade humana? Ou essa era simplesmente mais uma jogada de “marketing”?

É certo que tudo deve começar pela educação, seguida, é bem lógico, pela justa igualdade do poder financeiro.

Da educação porque sem ela ninguém consegue dar o primeiro passo.

O Brasil teve um passado estranho. Minha memória, que por vezes pouco me ajuda não recorda qual foi o nosso presidente da República que levantou a bandeira de que governar é construir estradas. Teria sido Wenceslau Braz?

Hoje é bom imaginar como teria sido melhor se ele houvesse proclamado “Governar é construir escolas!” E que esse lema fosse cumprido ao pé da letra. Garantidamente hoje nós seríamos uma nação com mais elevado nível de vida. E, igualmente, de índice cultural.

Um bilhão de pessoas não seria demasiado se possível fosse igualar as oportunidades. Lastimavelmente a geografia mundial é injusta e a ciência econômica tem se revelado impotente para torná-la justa, ou minimamente dar-lhe melhor aparência.

Por que os continentes privilegiados não se unem para um auxílio substancial à África e outras regiões carentes? Onde se esconde aquele espírito de solidariedade tantas vezes enunciado e que num momento de necessidade desaparece como que por encanto?

P.S. – Finalmente, que mundo é este em que estamos vivendo e no qual esquecemos de que somos todos irmãos?…