Babel é o nome hebraico da torre e cidade da Babilônia. A torre é, especificamente, uma edificação que, segundo a Gênese, os descendentes de Noé imaginaram construir para alcançar o céu. Isso num passado já distante.
Agora, todavia, surge-nos uma nova babel. E, creiam, babel sulamericana; uma república do nordeste da América do Sul, limitada ao norte pelo oceano Atlântico, a leste pela Guiana Francesa, ao sul pelo Brasil e oeste pela Guiana.

Embora mercadores holandeses (como essa pequena e valente Holanda influenciou o mundo!) tivessem estabelecido várias colônias na região da Guiana antes, os neerlandeses não tomaram posse do que é atualmente o Suriname até o chamado tratado de Breda que marcou o fim da Segunda Guerra Anglo-Holandesa. Após tornar-se parte autônoma do Reino dos Países Baixos (1954), o Suriname alcançou sua independência em 1975. Governo militar dirigido por Desi Bouterse que governou o país nos anos 80 até 1988 quando foi restabelecida a democracia. O lema do Suriname é: Justitia, Pietas e Fides (Justiça, Piedade e Lealdade) e seu Hino Nacional inicia com a frase: “God zij met ons Suriname” – Que Deus esteja conosco Suriname.

E por que moderna Babel? Porque, embora tenha como língua oficial o holandês, os surinameses se comunicam em nada menos de dez (sim 10) outras línguas, entre elas uma variante do chinês, hindu e javanês, além de mais de meia dúzia de dialetos locais. O inglês chega pela televisão, mas o português é o idioma que mais está crescendo com a chegada de imigrantes brasileiros. Uma língua, no entanto, se destaca: o “sranan tongo”, literalmente, a língua do Suriname, um criolo flexível que nasceu com os escravos africanos no século XVII e hoje a língua mais falada no país.

Já 15% da população fala javanês. Um terço usa o híndi surinamês, adotado por descendentes de imigrantes indianos do século XIX. E os mercadores de Paramaribo falam chinês.

P.S. – Certo? Portanto se seu próximo destino é uma bela viagem ao Suriname, não esqueça de se prevenir com os dicionários necessários…