Cuba, “a Disneylândia da esquerda brasileira” na definição de Delfim Netto, continua sendo um dos destinos preferidos dos integrantes da equipe de Luiz Inácio Lula da Silva no governo.
Já estiveram apertando a mão do mais antigo ditador do mundo, os nossos Ministros Chefe da Casa Civil, José Dirceu; da Educação, Tarso Genro, e da Cultura, Gilberto Gil. Também lá esteve o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Mauro Marcelo de Lima e Silva e, por igual, o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Rogério Agnelli.
A assessoria da Vale do Rio Doce justificou, informando que a empresa tem feito pesquisas em vários países onde vislumbre acesso a bons negócios que agreguem valor à empresa.
No caso de Cuba, complementou-se, o contato da presidência da empresa com o presidente Fidel Castro durou seis horas e o interesse seria o fato de que o país tem uma das principais reservas de níquel do mundo.
Mas as nossas relações com o ditador não param por aí.
A Petrobrás, cujo presidente, José Eduardo Dutra, esteve em férias na ilha, tem um escritório montado em Havana. A Petrobrás realiza pesquisas em águas profundas do Caribe, nas proximidades de Cuba e, assim, os seus técnicos viajam frequentemente para a Ilha.
O embaixador do Brasil em Cuba, Tilden Santiago, realçou que a relação entre os dois países não foi ampliada apenas porque o Brasil tem um governo de esquerda, mas porque isso faz parte da estratégia do governo Luiz Inácio para promover a integração da América Latina e do Caribe dentro de uma lógica empresarial e comercial e que de 93 para cá as relações comerciais aumentaram 92%, mas elas foram de fato ampliadas depois que o presidente Lula assumiu o cargo.
Tranquiliza saber que a ideia é a integração empresarial e comercial, com a perspectiva que termine por aí.
P.S. – Seria triste se a integração com Cuba fosse também ideológica.
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