Esse tema é dos mais importantes para a sociedade. Por vezes a gente se engana e, confesso, também já me enganei. Era eu jovem jornalista com a esperança de aperfeiçoar a vida e o mundo pelos meus escritos pois já havia lido que vários escritores conseguiram. Em pouco tempo entendi que eles deviam ter algo que me falta.

Como e quando me enganei. Iniciava minha carreira no bravo jornal “O Estado do Paraná”, defensor dos sagrados direitos individuais e coletivos, quando Fidel Castro deu seu primeiro brado revolucionário. E imediatamente escrevi um artigo: Todos com Sierra Maestra, local em que Fidel se encontrava. E à distância, mesmo sem possibilidade de qualquer cooperação continuei apoiando e torcendo. Sempre até o dia em que me arrependi e reconheci que estava errado.

Que dia foi esse. Não recordo, mas foi na data em que chegando a Havana, com o apoio dos seus conterrâneos, não estou certo se no seu primeiro ou segundo pronunciamento, declarou que: Cuba não precisa mais de eleições.

Pode haver maior “cara de pau”? Chega ao governo bradando contra o ditador, toma seu lugar e se transforma em novo ditador.

Posso imaginar o que deve ter passado na cabeça e nos corações cubanos. Que triste sina. Sai um déspota e entra outro. Pior. Muito pior. Instalou a mais duradoura e perversa ditadura da época moderna. É tão paradoxal, quanto absurdo. Inacreditável, mas verdadeiro. Se fosse história de cinema, nós diríamos: só em filme. Mas, não, Cuba sentiu na carne. Falta de trabalho, falta de comida (sim!), falta de dinheiro e falta de quem a recorrer.

Cuba, ilha e república do Atlântico, a mais ocidental das Grandes Antilhas na entrada do golfo do México com quase 115 mil quilômetros quadrados e quase 9 milhões de habitantes, em suas principais cidades Camaguey, Matanzas, Oriente, Havana, Pinar del Mar e Las Villas. Cuba de bom clima, excelente música, povo bravo e labutante, mas condenado a viver sem liberdade. Talvez Fulgêncio Batista tenha sido pior, mas Fidel é o ditador por maior tempo e, lógico, a causar mais sofrimento.

P.S. – Viva Cuba. Abaixo Fidel! E seu irmão também.