Sei eu, sabe o leitor, sabem os políticos, sabemos todos que o caminho das pedras para o progresso das nações reside no turismo, que recebeu o apelido de “indústria sem chaminé”.
Certamente minha visão é exagerada ou regionalista, mas acredito que poucos países oferecem tantas atrações e tão fraterna recepção quanto este Brasil brasileiro tão bem cantado por Ary Barroso.

Não sou nenhum Marco Polo, mas já fui mais longe do que imaginava, conheci nem sei quantos quadrantes do globo em vários continentes e continuo crendo no enorme potencial turístico nacional, não obstante as nossas lastimáveis deficiências administrativas, compensadas amplamente pela beleza natural com que fomos contemplados.

Tanto é certo que uma pesquisa concluiu (anote!) que dos visitantes, 96% dos que vieram a passeio, disseram que querem voltar. Dos que vieram a negócio, 98% manifestaram igual intenção e dos que nos visitaram por outras razões, 97%.

Então chegamos a que diagnóstico? Simples e objetivo: Quem vem gosta e pretende voltar, mas quem ainda não veio, (inquestionavelmente a maioria), não sabe e daí? Daí é que se faz necessária a competência do poder oficial em promover com sabedoria e eficiência (e não com viagens de turismo com o dinheirinho do povo), nossas belezas, notadamente nosso clima, nos países industrializados, que é onde “dormem as corujas”. Saiba-se que entre 1950 e 2004 o turismo internacional passou de 2 bilhões para 723 bilhões de dólares e que em 2006 o turismo foi responsável por mais de 10% do PIB mundial, tendo oferecido emprego a nada menos do que 234 milhões de pessoas, que quando pouco representa 8,2% do total de empregados ao redor da terra. Mais, o número de passageiros internacionais que era de 25 milhões em 1950 passou a 763 milhões em 2004, aumento anual de 6,5% o que tornou o turismo em um dos setores mais importantes da economia internacional e atividade vital para inúmeros países. E a Organização Internacional do Trabalho acaba de proclamar que o turismo é o setor de mais rápido crescimento em receitas internacionais e o que mais gera empregos.

P.S. – Em turismo o Brasil perde para (vejam bem!) Costa Rica, Chile, Jamaica, México, Panamá e… para o nosso caro vizinho Uruguai.

Nossos problemas? Muitos, começa pelo grau de exigências do governo. Enquanto outros estendem tapete vermelho, nós começamos nem sempre com sorriso, logo cobrando: Quero ver seu passaporte! Por que não, como já fui recebido em alguns lugares: Seja bem-vindo. Esperamos que o senhor seja feliz em nossa terra. Algum problema? O senhor já tem condução, precisa de hotel ou intérprete? E por aí afora… Ser recebido amavelmente é bom e todos gostam de um carinho, notadamente longe de casa!