A amizade da Rainha Elizabeth II com o renomado cantor Paul McCartney teve início no ano de 1997 quando ela o condecorou com a Ordem do Império Britânico que lhe deu o direito de utilizar o tratamento (título) de Sir. Poucos anos mais tarde, em 2002, a Rainha convidou Paul McCartney para participar de um concerto por ocasião das festividades que comemoraram meio século do seu reinado.
Em 2005, Paul McCartney, junto com o cantor Bono, abriu o Live 8 em Londres para uma plateia de 250 mil pessoas. Os espetáculos tiveram a intenção de influenciar os líderes do chamado G8 a lutar para reduzir a pobreza na África. Drama do qual mui raramente nós e o mundo tomamos conhecimento. Numa das minhas viagens conheci pequena parte dessa imagem dolorosa.

Surpreendido por um convite da Unesco, fui levado a proferir um curso de 10 dias sobre Direito Público, onde? Na Guiné-Bissau. O inesperado me levou a consultar o mapa para conhecer meu destino. Guiné-Bissau tem fronteiras com Libéria, Senegal, Costa do Marfim e Serra Leoa e seu idioma é o nosso português.

Falei para uma plateia de gente de cor, sua população é predominantemente negra, e não esqueço de uma curiosa passagem. Estávamos jantando no melhor hotel local, onde me hospedei, juntamente com meu intérprete, já que o idioma local é tão difícil quanto único. E, notando que sobre a minha toalha havia restos de farelo pedi à moça que nos atendia que limpasse. Ela atendeu e disse algo em seu idioma. Perguntei ao intérprete sobre o que ela havia falado e fui surpreendido. Ela disse: Isso é coisa de branco! Não é inusitado?…

P.S. – Mas, creiam, lá também chegava a voz de Paul McCartney. Se bem pensarmos, a música tende a ser o melhor caminho para a aproximação dos povos e uma paz mundial. Aleluia!