Victor Hugo escreveu que “Não há nada como um sonho para criar o futuro”. Recordei essa frase quando recordei que o ex-prefeito Cássio Taniguchi (1997-2004) tinha um plano definido para construir o metrô de Curitiba, agora planejado pelo atual prefeito, Beto Richa.
Muito se tem elogiado o sistema de transporte coletivo de nossa cidade e há justiça nesses encômios na medida em que houver um parâmetro com outras cidades.

Sucede, e esse é um erro grave: costumamos tomar como parâmetro cidades maiores do que a nossa, geralmente São Paulo e Rio de Janeiro.

Parece, entretanto, haver consenso que o metrô é uma necessidade, se não urgente, ao menos a curto prazo. É certo que o sistema está atendendo razoavelmente o público, mas somos testemunhas de como viajam entupidos os ônibus nos horários de maior movimento.

Já agora, como Curitiba vem sendo insuflada diariamente por novos habitantes, atraídos notadamente pela fama que ganhou, é de se imaginar o problema que teremos que enfrentar em poucos anos.

E não será com o sistema vigente que a cidade vai conseguir atender aos seus habitantes. Daí a importância do grande sonho em construir um metrô de superfície.

Quem já visitou a Disneylândia sabe que aquele trenzinho que corre suavemente sobre a superfície, tem pelo menos duas vantagens: a primeira, o preço. Já que não há o custo elevado das desapropriações e das escavações. A segunda é que, ao contrário do metrô subterrâneo, o passageiro do metrô de superfície, viaja contemplando uma paisagem variada e não unicamente aquelas paredes escuras, nas quais ficamos olhando, a espera de que anunciem a próxima estação.

Se esse metrô está nos sonhos da população, com certeza, vai estar no futuro da cidade. Dando, mais uma vez, razão a Victor Hugo.