Não costumo fazer isso, mas não resisto ao interesse de tornar mais conhecido um texto de novembro de 2008 que reencontrei e foi publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, uma das minhas leituras diárias, este assinado por Carlos Alberto Sardenberg cujo pensamento exposto foi o seguinte: “Quer dizer que o governo Lula entrega o patrimônio nacional para empresas estrangeiras e não cobra um centavo por isso? De graça as companhias espanholas vão ficar 25 anos cobrando pedágio e ganhando dinheiro com estradas construídas com imposto pago pelo contribuinte brasileiro!
Quer dizer que o governo Lula monta um modelo de privatização que favorece o capital estrangeiro? Só multinacionais que trazem capital de fora mais barato conseguem assumir pedágios tão baixos. Mais ainda: o dólar tão barato, outra proeza de Lula, favorece os estrangeiros, pois a tarifa em dólar fica maior e as companhias gastarão menos reais para enviar seus polpudos lucros aos acionistas lá fora. Nunca na nossa história, um governo brasileiro foi tão servil às empreiteiras multinacionais. Uma privataria!”
Reproduzo as palavras com um bravo a Sardenberg e feliz por ver que um jornalista de excelente reputação, escrevendo em nosso mais conceituado jornal (O Estadão), comunga das minhas ideias e não abraça essa “inacreditável” maioria que vive aplaudindo o governo de Sua Exa., o senhor Luiz Inácio Lula da Silva.
Devo esclarecer, desde logo, que não votei nele. Poderia considerá-lo como não sendo meu presidente. Mas, democraticamente, respeito a manifestação da maioria, ainda que deles discordando. Lula pode ser popular e até bom caráter, mas no meu pensamento está bem distante das qualidades que necessita um cidadão para representar um país da grandeza do Brasil.
Companhias espanholas 25 anos cobrando pedágio nas estradas brasileiras… Poderia haver absurdo maior? É de se duvidar. O pedágio já é uma instituição extorsiva que nos obriga a pagar para usar estradas que foram construídas com o nosso suado dinheirinho. E por um quarto de século.
Pelo amor dos meus filhos. Isso é governar pensando no bem estar do povo? Só se for em alguma galáxia imaginária.
Na minha visão, mister Luiz Inácio vai passar para a história como uma figura contraditória, ou seja, aquele político que, inobstante, fazendo um governo de baixo nível, conseguiu conquistar a simpatia de grande parte da população, logicamente, na qual eu jamais me senti incluído. É evidente que não estou com a pretensão de assegurar que serei eu o único a estar com o passo certo. Afinal, apesar de idoso ainda me sinto perfeitamente lúcido e, até por isso, com direito a ficar indignado perante certos fatos, notadamente quando se trata de atos oficiais.
P.S. – “A paciência é uma árvore de raízes amargas e frutas doces”. (provérbio chinês). Então sigamos em frente que, nem tudo são flores, há dissabores, mas a felicidade ainda existe! E não há de ser uma privataria o suficiente para afastar-nos dela…
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