O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – começa em poucos dias a realização de um novo Censo, aquele trabalhoso e difícil recenseamento que a gente gostaria que fosse efetivado mais amiúde e que, todavia, além de ser complicado é bastante caro, pois envolve num trabalho de enorme responsabilidade, um batalhão de pessoas de ambos os sexos e diversas idades, geralmente por mais de um dia de captação, afora a meticulosa elaboração e as conferências, que precedem ao sempre muito esperado resultado para saber, afinal quantos somos os habitantes desta “terra brasilis”.
E ao que se compreendeu desta feita vamos receber perguntas novas. Como se sabe o Censo pode ser demográfico, científico e recenseamento, entre outros, dependendo do nível de interesse do Estado e do fim a que se destina. Amanhã ou depois, pode haver um Censo para saber quantas pessoas de origem italiana, árabe, alemã, francesa, inglesa ou outra nacionalidade estejam vivendo em solo brasileiro. Ou para consultar sobre o hábito alimentar da população, das doenças mais frequentes, das questões escolares e assim por diante, pois é inegável que um governo para bem administrar deve conhecer a qualidade do povo que dirige, suas carências, seus ideais e, indispensável, suas principais preocupações.
Até porque, não desconhecemos que quanto maior for a população, tanto mais difícil administrar. Não é sem razão que quando alguns institutos internacionais fazem um levantamento a respeito dos países com melhor qualidade de vida, sempre figuram entre as primeiras colocações aqueles de menor ocupação populacional. Só um exemplo para avivar a memória: Suíça, inclusive com vários idiomas, mas população adequada ao seu território.
Fácil concluir a complexidade deste nosso querido e imenso Brasil. Que, volto a repetir, quando fazia conferências no Norte e Nordeste e me perguntavam de onde era e respondia de Curitiba, recebia de volta: “Ah!, do Sul maravilha!”.
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