Já há algum tempo vinha pensando no assunto a espera de alguma providência. A ausência de uma atitude me fez abordar o problema publicamente. E chamo de problema com convicção, ainda que para os autores possa se tratar de ato de alegria ou de alucinada concorrência.

Estou falando de uma nova classe de gente que por motivos inexplicáveis se tornaram inimigos da cidade de Curitiba e para começar a destruí-la, estão danificando as residências com absurdas pichações.

Curitiba cidade-sorriso, já considerada uma das mais limpas do país, sem mais esta ou aquela, acendeu uma centelha diabólica na cabeça de alguém que teve a infeliz ideia de pichar uma ou outra parede. E como toda praga maligna ela se alastrou até que chegamos a um ponto intolerável em que nossa antiga cidade-sorriso teve seus dentes fraturados e já não tem razão para sorrir. E os insanos infelizes devem estar rolando em risos, dormindo o sono dos injustos por terem cumprido sua desaventurada missão.

Não creio ser tão difícil combater essa praga. A polícia tem venenos suficientes para exterminá-la. Verdade que se faz necessária uma ronda noturna – é de supor que os fora-da-lei “trabalham” pela madrugada no silêncio escondido da noite. Uma ronda aqui outra lá e basta apanhar um e na minha opinião, ainda inviável, puni-lo com açoite em praça pública como exemplo e para lembrar que o que estão fazendo é uma contravenção que agride a propriedade particular e mancha a beleza da cidade. Eu sei que não temos ainda em nossa lei penal a pena do açoite, algumas chibatadas que não matam nem engordam mas podem produzir bom resultado.

Se esse pessoal não tem consciência do que está praticando, se esse comportamento lhes torna feliz, está na hora de colocar um paradeiro afim de que a praga não cause maiores prejuízos do que o tanto que já provocaram. O ideal seria descobri-los e fazer com que apagassem tudo o que escreveram. Como essa fórmula seria difícil, é de se ter em conta que umas boas chibatadas possam começar a resolver a questão. Vamos experimentar?!…