Confesso que li com anteção e não sem surpresa a notícia de que o Iraque está com problema para o pagamento de uma dívida ao Kwait no valor de US$ 30 bilhões. E procurei ler melhor para saber a razão de alta dívida. Pois é uma dívida de guerra.

Ocorreu o seguinte: há vinte anos Saddan Hussein invadiu o Kuwait e o conflito perdurou e, na verdade, ainda sem grandes batalhas os dois países continuam em pleno desentendimento. E atualmente o Kuwait vem agindo no sentido de cobrar uma dívida de aproximadamente US$ 31 bilhões. Sim a informação citava dois valores diferentes. Afinal, nesta altura, um bilhão a mais ou a menos, não deve ser motivo tão forte para justificar nova guerra. Com efeito, vamos meditar: o que pode justificar uma guerra? Lastimavelmente o passado histórico tem revelado que uma grande guerra, não raro, tem início com mínima dívida, um leve desentendimento, uma pequena ofensa nem sempre entre nações mas apenas com seus representantes diplomáticos. Em suma começar uma guerra é extremamente fácil, já para encerrá-la, não precisamos falar sobre a sua duração indeterminada contudo se imaginar o sofrimento causado a um número incalculável de seres humanos, à perturbação da vida social, não apenas nas nações conflitantes como em inúmeras outras, para tornar como inacreditável, adjetivo aliás indevido porque já violentado em múltiplas oportunidades, por um toma lá dá cá.

É tranquilo escrever sobre tema ingrato quando estamos em paz. Felizmente uma paz que se vai alongando e guardo esperança de que se torne perene. Sou idoso e acompanhei, graças aos céus bem à distância, mas sentindo quase a mesma dor e inescondível de revolta, algumas guerras. O que será, que tipo de vaidade, de orgulho, de demonstração de poder, de ânsia de conquista que, em triste momento leva o líder de uma nação a mandar sua gente arriscar a vida contra desconhecidos, pessoas que nunca lhes fizeram mal?

P.S.- E terminada a batalha, reconciliados os entendimentos, tudo pacificado alguém tem a “lúcida” ideia de exigir a cobrança de uma dívida de guerra. Esse alguém só pode ser ou um fornecedor de armamentos ou um lunático. Quando não ambos.