Vou escrever sobre uma notícia que, creio, escutei numa entrevista na televisão com os integrantes da Banda Calypso que, confesso, nunca escutei. Mas, a questão não está em saber se a banda é boa ou não é.
A banda é do Pará e um de seus membros anunciava que haviam acabado de gravar um disco, finalmente.

O novo problema é que, à época, não conseguiam que o disco fosse executado na programação das emissoras de Belém.

Por que? Aí foi que eu me espantei.

Espantei-me porque o integrante da Calypso afirmou que não podiam ter o seu disco nas emissoras porque não dispunham do dinheiro necessário para pagar às emissoras para incluí-la em suas programações.

Foi a primeira vez que ouvi uma notícia desse gênero. Na verdade não sei como isso acontece nos demais países. Mas em nosso país nunca tive conhecimento de que emissora de rádio (ou mesmo televisão) fizessem da transmissão de música um comércio.

A não ser, recordo agora, no tempo em que trabalhei na antiga Rádio Guairacá, em que havia um programa no qual algumas pessoas pagavam para oferecer música a algum amigo que estivesse aniversariando ou alguém da própria família, por um motivo especial.

Todavia, basicamente, uma emissora de rádio é instalada para transmitir música e entretenimento aos seus ouvintes e é sustentada pelos anúncios veiculados entre uma (ou mais) música.

Com raras exceções (é o caso da CBN e Bandnews) toda emissora de rádio vive da sua programação musical, ou seja, vive da apresentação da música aos outros, tanto que está sujeita ao pagamento de direitos autorais. Essa, aliás, é uma questão que merece um outro artigo, tal é a complexidade de fazer com que o autor receba exatamente por toda vez que sua música é executada. Há um órgão próprio para isso, mas a complexidade vai além disso…

P.S.- Como é que os herdeiros de Luiz Gonzaga, por exemplo, vão saber que sua música está sendo tocada numa festa numa cidade do interior do Rio Grande do Sul?