Confesso, inicialmente, que não gostei. Talvez não tenha bem entendido. Depois dos 80 anos é provável que nosso cérebro acabe criando confusão. Mas terá sido só agora? Se não for preciso criar mais juízo e parar de escrever… Estatuto do Torcedor para que? Gostaria de saber. Qual é a diferença de um torcedor de futebol, basquetebol, natação ou qualquer outro esporte a exemplo do voleibol que é o que merece minha melhor admiração, sem contato corporal, sem pênalti ou impedimento, com raras dúvidas em suas regras, modalidade bela, legítima e justa homenagem ao Barão de Coubertin.
Todavia, vamos lá, há necessidade de se diferenciar o possível delito cometido em um estádio daquele praticado num bar, numa festa em via pública? Qual a intenção? Agravar ou atenuar. Não duvido que será a última. E quais as razões que levaram a esse absurdo? Por que o cidadão que vai assistir a uma partida de futebol, quando alguns preferem frequentar um bordel, justificando com uma saída para um estádio, e não me digam que não existem, eu sei que existem e desconfio que aqueles que não reconhecem são exatamente os que praticam.
Estatuto do Torcedor, ideia de algum burocrata de quantos ganham sem trabalhar na “ilha da fantasia” em que se vai transformando a nossa capital federal. Criar mais regras para confundir? Como, onde e quando? O crime aconteceu dentro ou foram do estádio, envolvia algum torcedor, algum dirigente esportivo, algum técnico ou algum craque? Valha-me Deus. Olha aí. Eu, ateu, invocando o nome de Deus para um desabafo.
Chega de novas regras. Nosso querido país já tem leis em demasia. Aliás, convenhamos, a maioria raramente é cumprida. Então qual a razão para inventar mais uma, qual a justificação, em que se fundamenta? Nota-se que não estou de acordo e até tristonho. E gostaria de conhecer seu autor e, se possível debater com ele. Creio, no entanto, que seria perder tempo. Então não vamos desanimar não é a primeira lei nacional que “não vai pegar”. Consequentemente, para utilizar uma linguagem esportiva… bola prá frente!
Deixar um comentário