O nome dele é Neymar. Quando nasceu ele ficou sem nome por mais de uma semana. Seus pais Nadyne e Neymar da Silva Santos pensaram inicialmente em Mateus, mas a mãe insistiu por acreditar que um nome haveria de lhe sorte: Neymar e não Nilmar mais comum, e com ipsilom. E quem manda na família?… Ela justificou que esse nome vingaria. Como coração de mãe conhece o futuro. Neymar pai jogou futebol em pequenos clubes ganhando o suficiente para comprar pequeno patrimônio. Já Neymar filho, aos 17 anos, comprou uma cobertura triplex em Santos, com piscina, sauna, espaço gourmet e uma jacuzzi com TV de plasma e na sala de estar uma estante envidraçada com medalhas e troféus que marcaram sua carreira.
Ao escrever sobre isso me vem a lembrança de outro fato: a mãe do craque Ronaldinho gritando com seu filho: “Ronaldo, larga dessa bola e vem estudar que isso aí não dá futuro pra ninguém”. Coração de mãe também se engana.
O que me levou a escrever sobre Neymar foi a reportagem que li no Estado de S.Paulo com quem me encontro todos os dias com o título: Quero um Porsche e uma Ferrari na garagem. E então fiquei pensando: eu também quero, mas refleti e cheguei a conclusão; não, não quero. Aliás atualmente nem carro mais tenho, depois de vender o automóvel mais charmoso de Curitiba, um Camaro branco, capota preta, automático, conversível que qualquer “analfabeto” podia dirigir e do qual de quando em quando sinto saudade. Depois pensando bem me reconforto pois chego a sentir pena de quem dirige no trânsito de cidades como Curitiba e maiores, chega a ser uma loucura, as mesmas ruas de sempre e cada dia mais carros, mais motocicletas (e como elas fazem zig-zag), bicicletas e sei lá mais o que para não falar de pedestres desatenciosos que, inobstante, se atropelados sempre terão razão.
Portanto, Neymar pode ficar tranquilo porquanto não vou querer nem seu Porsche e nem a sua Ferrari (parabéns pelo bom gosto e pela condição financeira), pode ficar com ambos que eu vou continuar a andar de taxi com algumas vantagens: não preciso lavar o carro, calibrar pneus, abastecer, sofrer à procura de um lugar cada vez mais escasso para estacionar, pagar seguro, IPVA e sei lá mais quanta coisa. É só telefonar, apanhar o taxi, ele deixa você onde você pedir, preço ainda honesto e nenhum problema. Nossa vida é boa mas não dura muito. Devemos saber aproveitá-la. Vivei como se cada diz tivésseis de morrer, estudai como se eternamente tivésseis de viver…
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