Eu raramente escrevo sobre futebol e hoje a ideia é examinar a razão pela qual a diretoria do Clube Atlético Paranaense, dos nossos clubes mais tradicionais, decidiu mudar o nome de Estádio Joaquim Américo para Arena da Baixada. Desconheço porque o Atlético adotou este nome para sua praça de esportes. Tanto que até hoje estranho a mudança, como não me agradou chamar estádio de arena. Arena?
Arena de gladiadores, onde os homens eram mandados pelo imperador para uma luta que terminava em morte com irônicos sorrisos e ridículos aplausos, já que todos mesmo não aprovando o espetáculo não se atreviam a discordar do imperador. Felizmente essa espécie de vida está bem sepultada.

Vai daí, tenho para mim que estádio é estádio, nome que pode não ser definitivo mas que não pode ser substituído por um palco selvagem, brutal ou sanguinário.

A propósito, ando meio afastado do futebol. À época que o tinha como profissão, acompanhei todos os clubes de Curitiba, fiz amizade com técnicos e jogadores, especialmente com João Lima que dirigiu, se não estou enganado o C. A. Ferroviário, ao tempo um representante da R.V.P.S.C – a nova geração deve desconhecer a sigla que identifica a Rede Viação Paraná-Santa Catarina. Futebol de um momento em que se jogava, já remuneradamente, não com a alta grande de hoje, o que me traz a lembrança a biografia do hoje craque milionário Ronaldinho Gaúcho, quando, em sua juventude, a mãe gritava: “Ronaldo, larga essa bola e vem estudar que isso aí não dá futuro pra ninguém”. É, às vezes, até o bondoso e bem intencionado coração de mãe também se engana.