Estamos próximos de sermos chamados novamente às urnas para escolher aqueles que decidirão o destino do nosso suado dinheirinho que não é pouco (sofremos a segunda maior carga tributária do mundo) e portanto deve ser (?!) obrigatoriamente bem aplicado e teoricamente resultando em benefício de todos e notadamente dos menos favorecidos.
Seria difícil lembrar de todos, o que exigiria uma pesquisa que me ocuparia demasiado tempo (é inacreditável, estou aposentado e não me sobra tempo para nada, que bom, trabalho é vida!), e igualmente ocuparia enorme espaço, comportando acredito um livro. Votar pensando no futuro, sem esquecer do passado, passado em que fomos governados por, para citar nada mais do que quatro, Caetano Munhoz da Rocha, Manoel Ribas, Clotário Portugal e Paulo Pimentel.
Caetano Munhoz da Rocha, natural de Antonina, onde nasceu a 14 de maio de 1879, filho de Bento Rocha e Maria Leocádia Munhoz Carneiro, estudou nos colégios Arthur Loyola e Parthenon Paranaense. A seguir no Colégio São Luiz, em Itu (SP) para depois cursar a Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, onde foi graduado na turma de 1902. (Como era complicado estudar àquela época!)
Voltou ao Paraná e iniciou a vida profissional em Paranaguá onde contraiu matrimônio com Olga de Souza a 14 de fevereiro de 1905. Atuou na Santa Casa e na Inspetoria dos Portos, ganhou projeção e ingressou na política. Elegeu-se para o chamado Congresso Legislativo Estadual em 1904 e ali permaneceu por mais de 13 anos. Como a legislação ao tempo permitia candidatar-se também a prefeito de Paranaguá, em 1908 conseguiu se eleger. Construiu praças, alargou ruas, ligou a cidade ao Porto D. Pedro II e desenvolveu projetos de saneamento. E o Partido Republicano indicou-o para 1º vice-presidente na candidatura de Afonso Camargo ao governo em 1915. Vitoriosos cumpriram efetiva missão até 1920, participou da questão do Contestado e foi candidato único para o mandato seguinte, 1924. Construiu o Instituto de Educação de Curitiba, confiou ao sanitarista Saturnino de Brito o projeto de ampliação da rede de água e esgoto de Curitiba, criou o Serviço de Assistência à Infância, o Juizado de Menores, o Asilo de Velhos, o Sanitário de Tuberculose, o Leprosário e construiu o Porto de Paranaguá.
Com a eleição de Afonso Camargo para novo mandato governamental elegeu-se senador na sua vaga, mas foi destituído do cargo pela Revolução de 1930, de Getúlio Vargas. Quando no Senado não titubeou em romper com o presidente Washington Luiz na defesa do Paraná, numa questão do café, então principal produto araucariano.
Caetano ficou viúvo em janeiro de 1921 e, mais tarde, desposou Domitila Almeida. Contudo, triste sina, voltou a ficar viúvo. Mas não desistiu e voltou a casar em 1924, na legendária Lapa, com Sílvia Lacerda Braga. Consequência? Nada menos do que… 21 filhos.
P.S.- Caetano Munhoz da Rocha veio a falecer em Curitiba no dia 23 de abril de 1944, certamente deixando saudade a tantos quantos.
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