Título acima se refere ao livro que acabo de ler. Eu que me havia prometido não ler mais livros com mais de trezentas páginas, por nos tomar muito tempo. Já não cumpri. Estou terminando, na 305 das 473 páginas do… primeiro volume para depois enfrentar o segundo.
Posso adiantar ser leitura deliciosa. Difícil uma sinopse, posso lembrar: O Castelo de Franz Kafka, naturalmente para quem se dá bem com o intrincado estilo kafkiano. Grande sertão veredas, do nosso Guimarães Rosa, Em busca do tempo perdido, clássico de Marcel Proust. Olisses, James Joyce, Dom Quixote, Miguel de Cervantes, O coração da treva, Joseph Conrad, Os mais, Eça de Queiroz, O sol também se levanta, Ernest Hemingway, Orlando, Virginia Wolff, Angústia, Graciliano Ramos, A condição humana, André Malraux, Pedra Bonita, José Lins do Rego (flamenguista), Moby Dick, Herman Melville, Cândido ou otimismo, Voltaire, aliás François Marie Arouet, dos meus favoritos, Germinal, de Émile Zola, aquele do J’Acuse, Morte em Veneza, de Thomas Mann, O falcão maltês, Dashiel Hammett, Os trabalhos de Hércules, Monteiro Lobato, O vermelho e o negro, Stendhal, O homem que foi quinta-feira, G.K. Chesterton, O som e a fúria, William Faulkner, Viagem ao fim da noite, Louis Ferdinand Céline, O cão de Baskervilles, Arthur Conan Doyle, Com o dia no corpo, Raymond Radighet, Memórias de um sargento de milícias, Aventuras de Robinson Crusoé, Daniel Defoe, O acontecimento, Tchecov, A dama das camélias, Alexandre Dumas Filho, Os três mosqueteiros, Alexandre Dumas, Presente de Natal, O. Henry, As aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain, Retrato de Dorian Gray (ideia alucinante!) e o clássico Guerra e paz, de Tolstoi.

Sei que não dá para ler todos. Livros não são baratos. Mas nunca o classifiquem de caros. É difícil imaginar o quanto é espinhoso escrever um livro. Primeiro passo: título. Há leitores que compram pelo título que geralmente enuncia sua história, romance, aventura, biografia, pequeno ou calhamaço, mora, pouco moral ou de todo imoral, é estranho (ou não?) como a raça masculina devora livros sobre sexo, rufianismo, proxenetismo, exato, prostituição. O que por acaso me traz a lembrança de uma passagem: Era eu recém formado bacharel em Direito, acabara de me deliciar com a coalhada da Schafer, e com amigo, na Rua XV de Novembro, também apelidada, hoje, de Rua das Flores, quando passa uma mulher morena e escultural. Não vacilei e disse: “Que mulherão”. “Como, você não conhece?”. Eu talvez fosse o único a não conhecer. “É a Uda, dona do melhor rendez-vouz” (ia escrever bordel mas seria demasiado chulo). O amigo deu-me o endereço, mas não me atrevi… A leitura é melhor companhia!