Seu nome ainda não chegou ao Brasil. Ele se chama Mauricio Macri e em 2003 foi eleito à prefeitura de Buenos Aires pelo partido de centro-direita PRO – Proposta Republicana, ex-presidente do Boca Juniors e filho do maior ícone do capitalismo argentino nos anos 90. Com esse currículo sonhou ser presidente da Argentina. Sua campanha: Administração moderna contra a velha classe política.
Paradoxalmente seu primeiro obstáculo foi familiar. Seu pai Franco Macri procurado pela imprensa declarou: Pelo lado afetivo eu votaria em meu filho, mas de forma racional meu voto seria de Nestor Kirchner. O pai definiu o filho como um garoto mimado que elogia muito o casal presidencial. Algum tempo atrás o filho definiu o pai como seu principal inimigo, dando entrevista com o olho roxo. Boatos diziam ser resultado de briga com o irmão. No livro “El Pibe” (O garoto), a autora Gabriela Cerruti, que escreveu biografia não autorizada do prefeito, afirma que “Macri não passa de um homem que pretendeu ser empresário de sucesso e fracassou. Refugiou-se na popularidade do Boca Juniors e da política para fugir do pai todo-poderoso”. Para atrapalhar mais, Macri é acusado de grampear telefones para espionar políticos e está à beira de julgamento que poderá lhe custar o “impeachment”, numa fase em que as escolas e faculdades, em sinal de protesto, estão fechadas por movimento estudantil. Para se livrar desse ambiente Macri tomou uma decisão: Foi fazer uma temporada de esqui na Cordilheira dos Andes, anunciando que em seguida viajaria para Roma. Enquanto isso seu próprio casamento passou a ser uma questão do Estado. Macri vem namorando a jovem milionária Juliana Awada, empresária do setor de modas e tem casamento marcado para o final de novembro, e já foi advertido por seus assessores: Uma festa modesta. Nada de aparentar ostentação.

P.S. – Com uma história dessas mancheteada pela imprensa o nível de uma festa de casamento parece não ter qualquer influência que, talvez, possa até ser positiva. Alguém já disse alhures que pobre gosta de luxo