É temerário elaborar um “ranking” das mais importantes nações do mundo até porque cada cidadão tem sua própria escolha. Mas, seguramente, em qualquer seleção a Inglaterra estaria na primeira linha. Talvez não isolada mas com boa companhia certamente.
Ingresso no tema ao tomar conhecimento de que a Grã-Bretanha está enfrentando a necessidade de proceder o maior corte de despesas desde aquele que foi forçada a fazer durante a Segunda Grande Guerra Mundial, naturalmente em face das graves circunstâncias provocadas pelo conflito.
Atualmente, todavia, em plena paz, o governo britânico anunciou o maior corte de gastos desde a última grande guerra. A finalidade enunciada é dar combate ao enorme “déficit” público que equivale a nada menos do que 11% do Produto Interno Nacional. A projeção oficialmente dada a público é que a redução de gastos deve se situar em 83 bilhões de libras esterlinas. Considerando-se que a libra é ainda a moeda mais valorizada, essa importância deixa de boca aberta os mais experientes economistas do mundo.
A providência prevê corte de benefícios sociais, redução de 4% ao ano no financiamento à segurança pública, 8% de corte no orçamento de defesa nos próximos cinco anos. As consequências são imprevisíveis na realidade mas já se supõe que 490 mil postos de trabalho no serviço público devem ser fechados até 2015 e, como não poderia deixar de ser, não obstante a reação popular, haverá um bom aumento de impostos para aumentar a arrecadação. Nós brasileiros e o resto do globo confiamos que a inteligência britânica, que já enfrentou múltiplas tormentas, saberá livrar-se altaneiramente de mais esta. O saudoso deputado Anibal Curi costumava dizer: A crise está ruim. Sem dúvida. Mas nem tanto que não possa ser debelada.
P.S. – “Não é raro ver-se, nas grandes crises da vida, os órgãos humanos adquirirem uma sensibilidade desconhecida.” (Honoré de Balzac, in “O Filho Maldito”).
Deixar um comentário