Numa madrugada de julho, em São Paulo, três homens jogaram coquetéis molotov. Que bicho é esse? Esse bicho é uma garrafa cheia de combustível inflamável que quando bate no chão explode e provoca fogo e, eventualmente, incêndio. Nota-se que para ser ecoterrorista não basta ter vontade é quase preciso fazer um curso para não acabar sendo vítima da própria aventura. Na hora da ocorrência, oito Suvs, um utilitário esportivo, foram atingidos. Resultado: prejuízo de R$ 1,5 milhão. Um vigia contou que viu homens correndo e a política, com toda sua sabedoria, descartou logo a possibilidade de curto-circuito. E quando a polícia reunia sua inteligência para apurar o fato eis que, de repente um grupo chamado FLT telefona e assume a responsabilidade: fomos nós disseram até com algum orgulho; fomos nós da Frente da Libertação da Terra. Mais uma frente: essa gente ainda vai chegar ao governo ou, como diz o velho ditado, “dar com os burros na água”.
Parece inacreditável, mas em pleno século XXI, há pessoas ou grupos que acreditam poder atingir seus objetivos, alguns nada fáceis como mudar o mundo e, pelo caminho da violência. Esquecem que aquele alemão de “mustache” (é, bigodinho), com todo seu poder e que chegou a criar a potência do nazismo, dando-lhe cada vez mais força, instrução, armas e poder com o alucinante desejo de conquistar o mundo, não conseguiu a transformação através da força.
Curioso: A FLT não só assumiu como avisou a imprensa e colocou na internet. Parece que hoje ninguém mais teme a polícia. Quem? A polícia, aquela gente que num passado distante cuidava da gente e “garantia” nossa segurança. Estou certo de quem em pouco tempo os malvados vão se sentir mais à vontade e que nós, os menos malvados, acabando a pagar por pecado que não cometemos.
P.S.- Como já proclamava Cícero. Quem é esse cara? Marco Túlio Cícero, vibrante tribuno do velho “Senatus”, à época em que Roma era considerada a capital do mundo: “Oh, tempora, oh mores…”
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