Eu e creio a maioria dos brasileiros jamais havia ouvido falar em seu nome. Ela se chama Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana e condenada à morte por apedrejamento. Se minha memória não me engana, anteriormente teria sido à forca. Acusação: adultério. Segundo relato das autoridades ela teria confessado ajudar um homem a assassinar seu marido e, entrevistada pela televisão estatal, declarou ter participado da reconstituição do crime. Seu advogado denunciou que ela nunca chegou a ser julgada e que ela ofreu torturas até chegar à confissão. Detalhe: O advogado foi igualmente preso.
Nas imagens pela emissora em inglês Press TV ela é apresentada como mulher de 43 anos, mãe de dois filhos, levada da prisão à sua residência na cidade de Tabriz (nordeste do Irã onde reconstituiu a cena). Um ator foi usado para fazer o papel do marido. Ela estava vestida de preto e com lenço branco cobrindo a cabeça. Contou que iniciou romance com Isa Taheri e no dia do ocorrido aplicou uma injeção que o deixou inconsciente e, a seguir, o amante foi até sua residência e o eletrocutou. Digno de um filme hollywoodiano. O caso teve ampla repercussão. A Anistia Internacional criticou acerbamente o programa da televisão dizendo que havia sido violado o padrão internacional de um julgamento justo em razão de Sakineh ter sido forçada a apresentar provas contra si mesma. Complementando: Sakineh havia sido condenada anteriormente por relacionamento ilícito com dois homens. Mais tarde por outra infração recebeu 99 chibatadas. E ainda condenada a apedrejamento por adultérios embora tenha afirmado que confessara sob tortura e coerção. Como se sabe o Irã é, lamentavelmente, um dos países onde ainda se vive sob o regime ditatorial.
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