Universidade: sonho dos pais a ver filho na Universidade o que significa estudar cada vez mais para enfrentar maior número de concorrentes em universidades que, por tristeza, ensinam cada vez pior. O que me faz imaginar que o futuro em lugar de se tornar aperfeiçoada poderá sofrer decréscimo em razão do difícil controle da natalidade que vai povoando o mundo sem pensar em limites.
Universidade sim, mas com que vocação ou, sem vocação, escolhendo qual curso? Medicina, Direito e Engenharia eram tripé de preferência. Aí começaram a crescer o interesse por Odontologia, Farmácia e tantos mais que até fiquei sabendo que Gastronomia superou Medicina na tradicional Universidade Federal do Rio de Janeiro. Oh tempora, oh mores! já bradavam os oradores na tribuna do Senado romano. Tempos e costumes mudam sem que percebamos e chegamos a um momento em que descobrimos que tanto se avoluma a população que é preciso que mais adiante não falte o que comer. Vai daí a importância da gastronomia, a arte de comer e beber bem, que vem de longe.
Na antiguidade os persas se caracterizaram pela importância que davam à cozinha, aliás de forma complicada. Os gregos tardiamente, sob influxo dos hábitos orientais se dedicaram à gastronomia que se tornou uma ciência, a exemplo do que já eram a agricultura e a física e começaram a aparecer livros sobre o tema dos quais chegaram ao mundo moderno ass obras de Arquestrato e Artemidoro. E em Roma começaram os banquetes dos imperadores que duravam dias. Na época de Trajano, Apício Claudio escreveu um livro de gastronomia (dez tomos) e fundou uma academia para ensinar a “nova arte”.
Na Idade Média três métodos culinários: árabe, cristão ocidental e bizantino. Em seguida aparecem na Espanha obras de Roberto de Nola, cozinheiro de Alfonso V de Aragão, o “Libre de sent souci” do cozinheiro catalão Pedro Felip, o “Libre del ventre”, de autor desconhecido.
As cortes dos Filipes (Espanha) e Luizes (França) iniciaram o requinte gasstronômico. O cozinheiro de Henrique IV recebeu do monarca título de nobreza, e Brillat-Savarin (1755-1826) autor de “Physiologie do Goût” (Fisiologia do Gosto), que elevou a estética da gastronomia a grande refinamento.
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