Já falei sobre nosso governador, lembrando do seu discurso agressivo, descartando conciliação com adversários, considerando-se injustiçado pela imprensa e anunciando a última novidade, após a queda do muro de Berlim, ou seja, um governo de esquerda.
Vamos em frente, para conhecer os demais governadores.
No Acre, único estado brasileiro que não conheço, Binho Marques, do PT, tomou posse, não fiquei sabendo o por quê, em plena madrugada e iniciou pedindo um minuto de silêncio em memória de sindicalistas mortos na luta pela terra. O governador Binho foi assessor de Chico Mendes.
No também distante Amapá, Waldez Góes, do PDT, tomou posse (foi o primeiro a receber a faixa) à 0h30 (1h30 de Brasília) e recebeu a faixa das mãos de sua esposa, Marília. Lógico que o horário diminuiu a platéia e ele começou falando bem: “O conflito deu lugar ao entendimento e as divergências foram substituídas pelas parcerias”. Frase digna dos que vencem com o coração.
No agradável estado de Goiás foi eleito o único governador do PP, o médico Alcides Rodrigues. E começou falando como os grandes líderes: “Vou investir na educação, saúde e segurança, e meu governo será pautado com o diálogo com todos os setores da sociedade”. E disse que jamais irá a Brasília com um pires na mão.
O Pará tem pela vez primeira uma mulher no governo: Ana Júlia Carepa, do PT, que assumiu prometendo “uma administração transparente e voltada para os pobres”. Assegurou que vai combater a exploração ilegal da madeira e o trabalho escravo.
O Piauí reelegeu o governador Wellington Dias (PT), que deseja transformar o estado através da educação. Certo Wellington, esse é o caminho.
Reeleição também no Espírito Santo: Paulo Hartung (PMDB), com 77,27% dos votos e… com dinheiro em caixa.
Em Sergipe assumiu Marcelo Déda (PT), anunciando governo para os excluídos: os pobres, os sem terra e os sem teto. Começará reduzindo os impostos.
O Mato Grosso reelegeu (65% dos votos) Blairo Maggi (PPS) que, tendo em vista que seu estado tem a carga tributária mais elevada do Brasil, declarou que vai reduzir o peso dos impostos.
Tocantins reelegeu Marcelo Miranda (PMDB), asseverando que o objetivo do mandato será a modernização do setor produtivo rural, com o fortalecimento da agroindústria e do biodiesel. E convocou a população a emprestar apoio ao trabalho que há quatro anos vem dando ao Estado de Tocantins uma fisionomia de acelerado progresso. A reeleição, na realidade, já foi o maior aplauso coletivo que Marcelo Miranda poderia receber, é a recompensa a um mandato com excelência de desempenho. O ideal para um estado novo e com belo futuro. Mais sucesso, Marcelo!
Afirmando que vai deixar a Paraíba (mulher-macho sim, senhor!) moderna e competitiva com investimento na educação, inovação tecnológica, redução de impostos e aplicação na infra-estrutura, o tucano Cássio Cunha Lima tomou posse em João Pessoa. Disse que governará para todos, inobstante a oposição o ter acusado de distribuir 35 mil cheques de R$ 150 na campanha.
No Rio Grande do Sul uma mulher no comando. Yeda Crusius assumiu proclamando que vai zerar o “déficit” fiscal de R$ 2,3 bilhões. Nossa, tudo isso num estado de tantas riquezas!
No Ceará não tem disso, não. Cid Gomes (PSB) assumiu dizendo que vai anular convênios e licitações num valor de R$ 1,3 bilhão. Cid é irmão do ex-ministro Ciro Gomes.
Eduardo Campos assumiu Pernambuco. É do PSB e afirmou que é hora de destravar o Brasil e crescer a economia com liberdade, equilíbrio e inclusão.
Em BH, Aécio Neves (PSDB) chegou à posse com meia hora de atraso, num Rolls Royce 1953, com sua filha Gabriela. A ex-mulher Andrea Falcão acompanhou a posse. De olho na presidência, Aécio citou Aristóteles: “A política é inseparável da ética!”.
E na nossa vizinha e bela Santa Catarina, o governador reeleito Luiz Henrique foi empossado numa solenidade que contou com a presença do global Cid Moreira. E Cid fez o quê? Leu versículos da Bíblia.
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