Durante os anos 80s e 90s a doutrina do Dalai Lama começou a ganhar os ventos mundiais através de livros e, inclusive, chegar às telas de Hollywood. E sabe-se que em nosso País atuam as correntes Theravada e Mahayana, os dois principais ramos da doutrina, segundo o Concílio Budista realizado 300 anos depois da morte do buda Shakyamuni. O primeiro ramo originário do Sri Lanka, Tailândia e Malásia, com o significado que pode ser traduzido em “pequeno veículo” e o segundo, Mahayana, o “grande veículo”, adotado na China, Coréia do Sul, Japão e Tibete, que busca não só a auto-iluminação como enaltece a compaixão como capacidade em servir aos outros. E, ligadas ao tantrismo, essas correntes são praticadas na China (Ch´an), no Japão (Zen) e Tibete (Vajrayana).
A corrente japonesa trouxe para o Brasil o primeiro templo budista em 1936, com a prática do HBS – Honmon Butsuryu Shu, enquanto o complexo Zu Lai, em Cotia, pratica o Ch´an de inspiração chinesa e pertencente a uma ordem que para nós se chamaria Luz de Buda (Fo Guang Shan), atualmente espalhada pelos cinco continentes.
Detalhe relevante: em sua segunda visita ao Brasil, no ano de 1999, o Dalai Lama esteve em Brasília, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília e, atenção, visitou nossa Curitiba, participando de um seminário denominado “Valores Humanos e sua Prática na Vida Cotidiana”, realizado na Ópera de Arame, onde concluiu sua prédica com as seguintes felizes palavras: “Cada um de nós é responsável para tornar este mundo cada vez melhor!”.
P.S. – Bendito seja!
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 20/fevereiro/2007
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