O título deste artigo já estava pronto, pois imaginava que estaria havendo exageros com o esquema de segurança envolvendo a visita do presidente George W. Bush ao nosso País. Mas, de repente e praticamente levando um susto, tomei conhecimento de que mesmo no recinto da nossa Câmara Federal se levantaram alguns protestos e faixas agressivas. Então, acabei dando razão aos preocupados com a vida do presidente dos EUA. Com tantas manifestações não seria de espantar que algum maníaco, acreditando que um fato dessa natureza pode levar o seu nome a entrar na história (sim eles ainda existem!) decida praticar um ato extremo.
Por isso, o título perde o significado. O presidente da mais poderosa nação do mundo não pode dispensar um esquema seguro, pois é sabido que o perigo pode esperá-lo em qualquer parte do mundo.
Pois bem, então fica difícil imaginar quanto custa ao erário americano cada viagem de Sua Excelência. É bem provável que o Pentágono tenha um termômetro para medir os riscos em cada país, já que uns são simpáticos, outros não. Alguns são amigos, outros nem tanto. E quem vai saber onde mora o perigo? É nessa medida que não se pode considerar como psicose os cuidados dos conterrâneos com o chefe de sua nação.
Segundo li, o esquema de segurança na cidade de São Paulo chega a envolver mais de três mil homens. É pouco? É muito? Os especialistas devem saber a resposta. Mas o que nós sabemos é que não deve ser barato.
Mais, tropas do Exército foram convocadas para ocupar as ruas de São Paulo e atiradores de elite foram designados para ocupar lugares estratégicos para atingir alvos a um quilômetro de distância. Um helicóptero brasileiro segue a comitiva e vai transmitindo imagens para uma central de inteligência. A comitiva é liderada por duas limusines blindadas e Bush escolhe na hora em qual delas vai embarcar. É composta de 60 veículos é acompanhada por 300 agentes de segurança, que conta ainda com 1.400 homens do Exército Brasileiro, além de agentes que circularão disfarçados. Os americanos não temem represália brasileira, mas admitem a hipótese de algum agente estrangeiro, querendo se fazer de herói, penetrar no Brasil para praticar um atentado. Quem vai saber?
P.S. – De nossa parte Bush pode ficar tranqüilo. Nós, os brasileiros, já amadurecemos e não temos inveja de nenhum outro país (e nem temor). Conseguintemente, Excelência, seja bem-vindo e procure conhecer melhor uma das nações mais belas, de potencial inesgotável (por enquanto!), com praias que estão entre as mais lindas da Terra, habitadas pelas mulheres mais fascinantes que o sexo masculino já descobriu. E, não esqueça, pode gastar dólares à vontade. Nós os aceitamos sem nenhuma objeção…
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 10/março/2007
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