Os fins de semana sempre são aguardados com a certeza de dias agradáveis, com muita folga, bons encontros e passeios, cada qual se dedicando ao lazer de sua preferência. Já os meus se transformaram em legítima rotina, tanto legítima quanto deliciosa, porquanto regada a uma gostosa feijoada no restaurante do Hotel Slaviero e repouso (de olho aberto) em companhia de familiares, já que integramos uma família em que todos se gostam, o que, segundo dizem, hoje não mais constitui regra.

No último sábado, todavia, ocorreu um atalho. Ao retornar para o lar estavam à minha espera Julie e Linda Cheng. Quem são? Alguns leitores mais antigos devem recordar da Casa Ling, que atendeu por alguns anos uma fiel clientela de classe média e alta, não lembro bem a rua, mas ali nas proximidades da Praça Zacarias.

Julie e Linda haviam retornado de um almoço em companhia de minha querida Rose Marie e passamos o tempo recordando tempos outros. Para os muitos amigos que Julie deixou em Curitiba, aqui vai o endereço para reatar as relações: Julie Cheng -1904 Broadway, San Francisco, Califórnia, EUA, 94109. E se alguém estiver disposto a pagar um DDI, o telefone é 415-567-3646 e, se preferirem o endereço eletrônico: jlcheng@yahoo.com.br.

Confesso que me surpreendi com a Julie ainda falando perfeitamente o nosso idioma. Já a conversação com Linda é um pouco difícil, a gente arranha no inglês, ela arranha no português. Mas fomos salvos pela chegada da “minha filha e meu tesouro” Jeanne Marie Féder Paraná, que se tornou mestre no “the book is on the table”.

Não resisto em voltar a contar a história de um grande companheiro e alegre jornalista do norte paranaense, que antes de viajar para Nova York tomou algumas lições de inglês para aprender a se defender e, pelo menos, não passar fome. E aprendeu que “beetween” significa entre, com o sentido de entre nós, entre duas pessoas, etc. Vai daí que estava em seu apartamento e quando alguém bateu ele, de imediato, gritou: “beetween”.

P.S. – Aprender outras línguas é questão de dois ou três anos; ser eloqüente em sua própria língua exige praticamente a metade da vida. -Voltaire, sábio francês, em sua obra Le Sottisier.

Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 27/abril/2007