Ninguém desconhece que um dos problemas mais dolorosos do nosso Brasil reside na educação, do ponto inicial, a escola primária, ao superior, afetada por um decréscimo natural provocado pela inevitável explosão demográfica, questão que sempre retarda a aproximação de uma vida mais tranqüila e confortável.

A propósito, surge uma luz no fim do túnel. A Universidade de São Paulo acaba de tomar uma bela atitude: vai conceder 411 bolsas de estudo (não entendo como chegaram a esse número) aos melhores colocados na Fuvest, procedentes das escolas da rede pública e pertencentes a famílias de baixa renda. Os recursos para atender a essa empreitada serão da própria instituição e de uma parceria assinada com o Banco Santander Banespa, que já ganha aqui a divulgação gratuita do seu nome. Essas bolsas começarão a ser distribuídas na próxima semana e terão validade de um ano. Em contra prestação, o estudante deverá voltar à sua escola de origem para divulgar o programa e o benefício. De acordo com a palavra do vice-reitor Franco Maria Lajolo, o objetivo é estimular os bolsistas a trazer o estudante da rede pública para a universidade, fazendo-os entender que é possível e que vale a pena passar no vestibular, pois não são poucos os que não tentam pelo temor de não conseguir aprovação. Algum sábio, cujo nome e cuja origem minha memória não conseguiu gravar, disse certa vez: Nunca diga que é impossível antes de experimentar.

A experiência da Universidade de São Paulo é iniciativa que abre a porta para inúmeras outras possibilidades de mesma natureza, um novo horizonte para gente, talvez, já com a esperança perdida, desconsolada, tristonha e que, não mais que de repente, pode encontrar a luz de uma nova aurora.

P.S. – “Quando fala a voz do amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia.” (William Shakespeare, dramaturgo e poeta inglês, falecido em 1616).

Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 28/abril 2007