A felicidade pode vir com a sorte ou com o destino. Mas a verdade é que também podemos buscá-la e, inclusive, encontrá-la. Como? Não sou analista, psicólogo ou coisa parecida, mas procuro a resposta diariamente no espelho. E volto para meu íntimo e encontro a vida muito bela, agradável e justificada em duas nuvens: a primeira, a leitura; a segunda, a música. E acredito, cada vez mais confiantemente, que ali se abrem as mais amenas trilhas para se chegar à felicidade.

Como escreveu Kim Hubbard: “É difícil dizer o que traz felicidade, pois tanto o dinheiro quanto a pobreza fracassaram”.

Já Jean Jacques Rousseau tinha lá a sua receita. A felicidade consiste em um bom saldo bancário, uma boa cozinha e uma boa digestão.

Na minha modesta opinião, J.J. Rousseau deve ter esquecido pelo menos o amor.

A inteligência de George Bernard Shaw chega a nos espantar. Assegura ele que “uma vida inteira de felicidade! Nenhum homem vivo conseguiria suportar. Seria o inferno”. E a mulher, será que Shaw acha que suportaria uma vida inteira feliz?

Curioso que, para Oscar Wilde, a felicidade está na idade. Para ele, a única coisa que faz a felicidade de uma mulher é quando ela consegue aparentar dez anos a menos do que a própria filha.

Wilde está errado em singular a mulher nessa questão. Ela serve igualmente para nós masculinos que, entretanto, só começamos a sentir com o avançar da idade. Sábia lição aquela que diz que o que de melhor aprendemos é o tempo que nos ensina.

P.S. – Sarcástico, o mesmo Oscar Wilde escreveu em uma de suas brilhantes obras: a felicidade do homem casado depende da felicidade das mulheres com as quais ele não se casou. Muito sutil?

Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 14/junho/2007