Algum tempo atrás, tendo chegado a hora de casar, o príncipe Rainier, de Mônaco – um pequeno país do tamanho do município do nosso Jaguapitã, mas um lugar encantado que tive o privilégio de conhecer, com 25 mil habitantes felizes, às margens hoje já poluídas do Mediterrâneo, vivendo do jogo e do turismo -, pensou, assistiu a filmes, folheou revistas e, de muito meditar (afinal iria transformar uma jovem em princesa!) escolheu quem? Grace Kelly, uma bela americana que ele conhecera no Festival de Cannes.
Em abril de 1956 foram celebradas as bodas com o brilho e a pompa dos matrimônios da aristocracia européia, que à época já entrava em decadência.
Dessa união nasceu primeiro Caroline. Alegria e decepção. O principado queria um homem para a sucessão de Rainier. Ele nasceu em 1958, seguido por nova princesinha Stefanie.
Príncipes, condessas, marquesas e grão-duques inflamam a imaginação popular, ganham espaço nas colunas internacionais e o ibope que os novos ricos almejam. A imprensa francesa, notadamente, debateu muito o destino de Grace, segundo astrólogos, escrito para os nascidos sob signo de escorpião.
O que explicaria que a estrela de uma carreira meteórica no cinema, onde sua beleza foi espalhada aos quatro ventos, viesse renunciar tanto sucesso para isolar-se em Mônaco, convocada pelo amor do príncipe.
ão foram poucas as notícias a informar que Mônaco recebia para seu trono a mulher mais bela do mundo.
E nem pesquisas sobre o tema faltaram. Uma enquete promovida por uma revista americana chegou a consultar leitores sobre como seria a mulher mais linda. Conclusão: aquela que tivesse as pernas de Cyd Charisse, as costas de Kim Novak, os olhos de Elizabeth Taylor, o busto de Gina Lollobrígida, a boca de Marilyn Monroe e o charme de Grace Kelly, a quem a revista alemã Stern elegeu a mulher mais bela do século XX.
P.S. – Está chegando a hora de ser eleita a mais bela mulher do novo século…
Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 19/junho/2007
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