Boda, todos sabemos, é a celebração da data do casamento. Evidentemente quando esse casamento é sinônimo de felicidade que, estou certo, é o caso da maioria. Calma, eu sei que nem todos dão certo, mas como explica o provérbio, “não há regra sem exceção”.
E, muito embora a maioria desconheça, as bodas começam bastante cedo, na verdade, desde o primeiro ano do casamento. Não se espante caríssimo jovem casal, um ano de matrimônio “bodas de algodão” e, prestimoso marido, sua querida já merece aí um presentinho, qualquer mimo apenas para ela ficar sabendo que, passado tão pouco tempo, você já lembra o dia em que trocou alianças com ela.
No segundo ano também. Não sei a razão mas chamam de “bodas de couro”, o que me soou um pouco estranho. Três anos, bodas de trigo. Quatro, bodas de cera. Cinco de madeira. Seis de gipso. Ignorante que sou, desconhecia esse vocábulo. Fui aos meus dicionários e o Caldas Aulete me deu a resposta: “gipso, s.m., pó branco e seco que se encontra em forma de cristais transparentes chamado vulgarmente gesso-de-paris e pasta-de-paris. Originário do latim gypsum”. Vivendo e aprendendo! Pois bem, bodas de lã, bodas de papoula, ah… 9 anos, bodas de faiança (louça de barro vidrada ou esmaltada), 10 anos, bodas de estanho; 15 anos, bodas de cristal; 20 anos, bodas de porcelana; 25 anos, bodas de prata; 30 anos, bodas de pérola; 35 anos, bodas de rubi; 40 anos, bodas de esmeralda; 45 anos, bodas de prata dourada; 50 anos, bodas de ouro (gloriosamente eu acabei de chegar na de ouro. Obrigado Senhor!); 55 anos, bodas de orquídea e 60 anos, bodas de diamante. A escala pára nos 60 como que a presumir que ninguém é capaz de suportar casamento por mais de seis décadas. Ledo engano…
P.S. – Conseguintemente, senhor maridão, consulte a memória e veja qual é sua próxima boda. Não tenha dúvida que aquela que diariamente lava a sua roupa, prepara a sua refeição e dorme ao seu lado, faz jus a uma homenagem, por mais singela que possa ser tão somente para lembrar que você não se esqueceu de uma data para ela tão importante (ou talvez mais) do que para nós homens e de coração menos sensível.
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