Cauteloso, antes de escrever consultei o dicionário para não me perder etimologicamente. Mas parece que deparei com um labirinto. Vejamos: gênio, do latim “geniu”. Espírito benéfico ou maléfico que, segundo antigos estudos, presidia o destino de uma pessoa ou de uma comunidade e que era o responsável pelo desencadear de determinados fatos.

Perdoe-me caro Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, mas como se explica que nós chamamos Wolfgang Amadeus Mozart de gênio, ou mesmo o nosso exemplar Rui Barbosa e tantos outros? Seriam eles benéficos ou maléficos, presidiram eles alguns destinos ou desencadearam determinados fatos?

Voltemos a nos fixar, todavia, nos pequenos gênios. Sim, porque eles existiram e a eles muito deve a sociedade moderna.

Tomas Édison, com apenas 10 anos de idade, já inventava coisas que admiravam os técnicos que o conheciam.

Louis Pasteur, aos 8 anos, descobriu uma fórmula prática de manipular ácidos.

Galileu Galilei, aos 17, deu ao mundo a lei do isocronismo do pêndulo.

Franz Liszt, aos 6 anos, já era aplaudido ao piano.

Nicolau Copérnico já conhecia dezenas de estrelas aos 5 anos.

Dante Alighieri, aos 7 compôs um imortal poema dedicado a Beatriz.

William Shakespeare, com somente 12 anos, já era um dos mais importantes dramaturgos da Inglaterra.

George Washington foi chefe político aos 9 anos de idade.

Johan Goethe, aos 15 anos, escrevia em seis idiomas.

Ludwig van Beethoven, aos 6 anos, se apresentava em concertos.

Johan Strauss era já um dos maiores compositores de valsas do seu tempo, com apenas 18 anos.

Charles Darwin, aos 5 anos, começou a estudar a evolução dos animais.

Roger Bacon aos 8 anos falava quatro línguas e era considerado grande inventor.

George Wells escreveu dois romances aos 12 anos.

Gerhard Armaner Hansen tornou-se bacteriologista aos 12 anos e mais tarde foi o descobridor do bacilo da lepra.

Niccolò Paganini, o mestre do violino, se apresentava em concertos com apenas 4 anos de idade.

Arturo Toscanini, um dos mais famosos maestros da história, começou a dirigir orquestras aos 14 anos.

O grande Enrico Caruso apenas com 9 anos já era um festejado tenor.

Gustave Flaubert escreveu aos 15 anos romances que se tornaram célebres.

Franz Schubert, com apenas 5 anos de idade se apresentava em concertos públicos.

George Byron aos 13 anos escreveu poesias imortais.

O grande matemático Albert Einstein, criador da teoria da relatividade, começou a ser famoso aos 12 anos.

Isaac Newton, a quem devemos o estudo da gravitação universal, aos 10 nos fez uma conferência sobe tema científico.

E, para não alongar muito o tema, vale lembrar ainda que Robert Koch, descobridor do bacilo da tuberculose isolou bacilos aos 14 anos.

P.S. – Suprema inteligência!