Acabo de reler “Personagens da nossa História”, obra da editora Rideel (São Paulo), que nos retrata a vida dos mais influentes brasileiros da história. São 306 nomes, homens e mulheres que deixaram suas obras assinaladas na história nacional. E, para mim com algumas belas surpresas. O que, na verdade, é sempre bom.

Evidentemente lá estão Casemiro José Marques de Abreu, José Martiniano de Alencar, Guilherme de Almeida, Castro Alves, Jorge Amado, José de Anchieta, Carlos Drummond de Andrade, Tristão de Alencar, Joaquim Nabuco, Manuel Bandeira, Adoniran Barbosa, Rui Barbosa (para mim o primeiro e único, meu grande ídolo!), Prudente de Morais, Cacilda Becker, Clóvis Bevilaqua, Olavo Bilac, Quintino Bocaiuva, Tereza Cristina Maria de Bourbon que, nascida em Nápoles, foi Imperatriz do Brasil. Tereza Cristina era filha de Francisco I, rei das duas Sicílias e casou com D. Pedro II, cerimônia na qual D. Pedro foi representado pelo príncipe D. Leopoldo, chamado Conde de Siracusa.

Em 10 de julho partiu para o Brasil a bordo da fragata Constituição, que viajou acompanhada das corvetas Euterpe e Dois de Julho. É gente, naquele tempo tudo era bem diferente e as viagens… uma longa e desconhecida aventura.

A imperatriz chegou ao Brasil em 3 de setembro, sendo recebida festivamente no Rio de Janeiro. Aos poucos conquistou o coração dos brasileiros não participando de atividade política e atuando com muito desvelo e caridade de tal modo que acabou sendo chamada de “Mãe dos Brasileiros”. Teve dois filhos, que faleceram logo após o nascimento e duas filhas, a princesa imperial D. Isabel Cristina, que casou com o Conde D’Eu e a princesinha Leopoldina que casou com o Duque de Saxe.

Com a proclamação da República no Brasil, partiu com a família imperial para o exílio a bordo do Alagoas em novembro de 1889, chegando a Lisboa a 7 de dezembro e seguindo para a cidade do Porto. A emoção causada pela revolução e pela partida precipitada agravaram a saúde da imperatriz que sofria de lesão cardíaca e que na manhã de 28 de dezembro, vítima de síncope veio a falecer. Seu corpo foi conservado em câmara ardente até 6 de janeiro e após levado para a Real Capela da Lapa, onde foram celebradas as cerimônias fúnebres, para depois ser transportado a Lisboa onde foi sepultado.

P.S. – Acredite. A cidade de Barbacena em Minas Gerais realizou, no mês passado, o chamado 3º Festival da Loucura. Tema: “Um parafuso a menos”, com direito a visita ao Museu da Loucura e a sair com carteirinha de louco. Não é uma boa?…