Considero-me enfileirado entre aqueles para quem a leitura é um dos melhores “vícios”. Reconheço que está ficando cada dia mais caro, mas se consultarmos nossa consciência ela vai nos ensinar que é preferível economizar um pouco no cigarro (eu não fumo), na bebida (eu não bebo), e até em outras modalidades nas quais eu também gasto como espetáculos e shows, restaurantes, viagens e afins (eu pensei em incluir disco, mas não estaria sendo ético, pois neles tenho aplicado boa parte). Ah! Equivocadamente citei viagens que também tem consumido boa parte da minha pouca e suada “quirera”. É, muita gente chama dinheiro de quirera, carvão, tutu, prata, sonante e vários adjetivos que muitos conhecem melhor do que eu.
Acabei navegando em outras águas e suplico que me desculpem, portanto voltemos aos hesicastas. Não, não é um palavrão. Também não conhecia e quando com ele me deparei, já não lembro em que livro, anotei para não ficar “boiando”. E fiquei sabendo que hesicastas (ou hesiquiasta, sinônimo) é um membro da hesicasma. Fácil não? Expliquemos mais, hesicasma foi uma seita de cristãos místicos que viveu no Monte Atos (como sempre na histórica Grécia) e que consistia na meditação em silêncio, com a cabeça inclinada sobre o peito e os olhos fixos no umbigo… onde acreditam estar concentrada as forças da alma. Interessante, não? A cada novo instante eu me impressiono e sinto que diariamente cresce a nossa dívida com os melhores cérebros do passado. E, não deixemos de reconhecer que esses cérebros trabalharam com quase zero de pesquisa, com modestas bibliotecas, com escassos consultores, nunca imaginariam que o futuro de nossa vida ficaria na dependência da máquina, o computador. Aliás, creio que mesmo o vocábulo “tecnologia” visitou nossos dicionários na época moderna.
E é nesta época moderna que nos defrontamos com hesicastas e outros termos que nos fazem voltar a folhar os livros. O que, na simplicidade de minha modesta, mas por vezes, atrevida opinião é ainda a melhor, mais eficiente e lucrativa maneira de utilizar o tempo. Tempo que, nem sempre percebemos, mas passa como um relâmpago, num abrir e fechar dos olhos. O abrir só nos trás alegria, mas o fechar, o fechar quanto menos pensar nele melhor…
P.S. – Viver bem com as mulheres e aos socos com os homens e com mais crédito do que capital. (Johann Wolfgan Goethe)
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