Não poucas vezes esbravejamos contra atos de corrupção que se desenvolvem em nosso país, imaginando que poderia estar acontecendo diferente alhures. Pura ilusão. A corrupção é uma praga que se alastra como erva daninha em qualquer face da terra.
Já afirmei várias vezes, eu que nunca me canso de denunciá-la, que a corrupção é um mal inapagável, mas que deve ser combatida permanentemente, ao menos para que seja reduzida aos seus índices mínimos.
Se volto ao tema é porque acabo de ler a seguinte informação: “A BBC noticia que o Instituto Russo de Pesquisas Indem anuncia que os russos pagam nada menos do que 316 bilhões de dólares (o prezado leitor tem ideia do significado desse valor?) por ano somente em subornos.”
Eu tenho a honra de haver lutado, por mais de trinta anos, como Conselheiro (ao início meu título era de Ministro!) do Tribunal de Contas do Estado e nos encontros da classe, aos quais compareci em quase todos os recantos nacionais, sempre observei que o suborno era uma das irregularidades mais constantes e uma das mais difíceis de ser controladas.
O suborno é aquele ato em que duas partes entram em acordo para tirar vantagem de determinada situação e, evidentemente, guardam sigilo sobre o fato.
Consequentemente só com o decorrer de algum tempo e, na raramente, por acaso, vem a ser descoberto. Geralmente, tarde demais.
A corrupção é um desvio que não aparece nem nos balanços e nem nas prestações de contas. Mas que, bem ao final, acaba fazendo sofrer o bolso do contribuinte. Ele, sempre ele, a grande vítima. Aliás, a inocente vítima.
P.S. – É fato reconhecido. Quando um contribuinte se arrisca a sonegar o pagamento de taxas ou impostos, o faz porque não acredita que o seu dinheiro terá uma boa aplicação pelos governos.
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