Pode se tranquilizar que, embora vocábulo de raro uso, não se trata de nenhum palavrão. Curioso é que mesmo recorrendo aos dicionários, não será tão fácil compreendê-lo. No popular, todavia, podemos considerar como erário a soma de impostos que pagamos para uso do governo em benefício da população. Com um detalhe mínimo mas de máxima importância: Erário é uma montanha de dinheiro. E que é confiado a mãos estranhas, ainda que eleitas pelo nosso voto.

Resulta aí a necessidade de fiscalização, competência atribuída aos Tribunais de Contas, entidade que a sociedade exige imparcial, apolítica e, evidentemente, justa! Pelo menos tive em mente esses princípios, quando, por mais de três décadas, dignificado pela confiança do governador Paulo Pimentel, TRABALHEI no respeitado Tribunal de Contas do Paraná.

Permitam-me algumas palavras para explicar o maiúsculo TRABALHEI. Ocorre que não são poucos os que tem imagem equivocada dos Tribunais de Contas.

A propósito, recordo que quando assumi no Tribunal de Contas, o cargo era de Ministro. Sabe-se lá porque, algum ministrão sentiu ciúmes e convenceram o presidente Ernesto Geisel que o título era “muita areia para o nosso caminhãozinho”. Vai daí tornamo-nos conselheiros. Como se o nome do cargo tornasse as pessoas mais ou menos importantes, mais ou menos respeitáveis, mais ou menos honestas.

Ah… como trabalhei. Sabem todos que na função pública, como na atividade privada, há os que trabalham e os que “trabalham”. Qualidades e defeitos do ser humano. Graças aos céus sempre pertenci aos que trabalham e quando mais trabalho mais vivo e mais me sinto feliz. Dos demais não sinto inveja, mas muita pena…