Conta-se que certo dia Mozart recebeu a visita de um jovem que lhe fez um pedido: “Senhor Mozart, o senhor podia me ensinar a fazer uma sinfonia?”Mozart, olhando para o jovem, fez uma advertência: “Por que você, que ainda é jovem não experimenta começar por uma balada ou uma sonata?” E o jovem respondeu-lhe de pronto: “Mas o senhor com a minha idade já fazia sinfonia.” E Mozart, passando as mãos na cabeça do jovem, com toda humildade, lhe disse: “É verdade. Eu, com sua idade, já fazia sinfonias. Só que eu não precisava que ninguém me ensinasse.”

O Congresso Brasileiro está estudando, há 25 anos, uma reforma em nosso Código Civil. Trata-se de algo importante. O Código Civil é, por assim dizer, a nossa sub-Constituição, já que regula as normas da vida privada do cidadão.

Várias e importantes vozes de juristas brasileiros já se levantaram contra diversos pontos que passariam a fazer parte da nossa vida.

O ministro José Carlos Moreira Alves, do STF, que integrou a comissão, afirma que o novo projeto é um grande avanço na ciência jurídica. E citou como exemplo o reconhecimento da união estável sem o casamento e o impedimento de que o casamento seja desfeito porque a noiva não era virgem.

As críticas principais são alguns conflitos do projeto com o Estatuto da Criança.

Uma das inovações do futuro Código é que, ao contrário do vigente, no caso de um divórcio a partilha de bens tem que ser feita antes. E, como se sabe, é geralmente na partilha de bens que se dão as maiores encrencas.

P.S. – Nosso temor é que os congressistas não precisem de ninguém que os ensine a fazer a sinfonia.