O ser humano é irresistível. Raramente para criar, mas seguidamente para copiar. Que, reconheçamos, é bem mais fácil e com algumas melhorias pode até valer preço maior. Quando asseguro que copiar é fácil, evidentemente, me refiro a objetos porquanto existem cópias extremamente complexas.

Quem leu na revista Época uma reportagem com o título pouco adequado “A volta do passado” deve saber que estou falando do ilustre parlamentar Edmar Moreira (DEM-MG – Êta trem bom!), pois seu texto começa informando: “Na semana passada, o Congresso Nacional fez o país andar para trás em tamanha velocidade que, em poucos dias, conseguiu transformar um castelo inspirado nas monarquias do século XVIII no símbolo mais recente da atrasada política de Brasília. Localizado na zona da mata mineira é propriedade do deputado Edmar Moreira que enriqueceu com empresas de segurança e fez carreira no Congresso com oferta de proteção a políticos sob investigação. Seu castelo Mona Lisa é um retrato em aço, concreto e 36 banheiras de hidromassagem que envergonham um país que, desde a Constituição de 1988, tenta mas não consegue modernizar os costumes políticos. O castelo tem 36 suítes, adega para 8 mil garrafas, piscinas com… cascatas, vários elevadores e foi posto à venda por 25 milhões de reais. E ainda não foi negociado.” Alguém se habilita? Soube que ele parcela. É uma boa ou uma gelada?

Imaginou ser proprietário de uma Versalhes no Brasil? Guines garantido. Aliás já vimos por nossas bandas uma Torre Eifell. Por certo Versalhes é mais difícil mas certo igualmente que terá maior ressonância e com uma vantagem adicional nada desprezível: aberta ao público com entrada paga (preço módico) e de ter filas e caixa cheia. Onde? Pode escolher, na chamada grande Curitiba ou em Foz do Iguaçu.

P.S. – Aceito sócio milionário. Eu fico incumbido da parte promocional e na minha visão de péssimo economista, confio no sucesso. Retorno total em poucos anos, seguido de lucro eterno.